Ipaam multa Mineração Taboca em R$ 22,5 milhões por descarte irregular de efluentes em rio do Amazonas
Fiscalização identificou poluição no rio Tiaraju, em Presidente Figueiredo, e aplicou uma das maiores multas ambientais.
- O Ipaam multou a Mineração Taboca S.A. em R$ 22,5 milhões por suposto lançamento irregular de resíduos no rio Tiaraju, em Presidente Figueiredo, após fiscalização no Complexo Polimetálico do Pitinga.
- A inspeção identificou alta turbidez e alteração na cor da água, enquanto denúncias apontaram impactos como morte de peixes e peixes-boi, morte de quelônios e problemas de saúde em moradores.
- MPF e Agência Nacional de Mineração investigam possíveis danos nos rios Tiaraju, Alalaú e no igarapé Jacutinga, com laudos indicando metais como alumínio, chumbo e mercúrio acima de limites em parte das amostras.
- A mineradora afirmou que vai apresentar defesa, que a autuação é administrativa e que os impactos estariam restritos à área operacional, mantendo monitoramento contínuo e cooperação com as investigações.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Divulgação
Notícias do Amazonas – O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou uma multa de R$ 22,5 milhões à Mineração Taboca S.A. por suposto lançamento de resíduos em desacordo com os padrões ambientais no rio Tiaraju, em Presidente Figueiredo. A infração foi constatada durante uma operação de fiscalização no Complexo Polimetálico do Pitinga, após denúncias de possíveis impactos ambientais na região próxima à Terra Indígena Waimiri Atroari.
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Segundo o órgão ambiental, a inspeção identificou alta turbidez e alteração na coloração da água, características atribuídas ao descarte irregular de efluentes provenientes da atividade minerária.
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Onde ocorreu a fiscalização
A fiscalização foi realizada no rio Tiaraju, um dos principais afluentes do rio Alalaú, localizado em Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas.
A operação contou com a participação de diferentes órgãos públicos, entre eles:
- Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam);
- Agência Nacional de Mineração (ANM);
- Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Lideranças do povo Waimiri Atroari também acompanharam a vistoria e indicaram áreas consideradas mais sensíveis aos possíveis impactos ambientais.
Quais problemas foram denunciados
As denúncias apresentadas às autoridades apontavam uma série de impactos ambientais e sociais na região.
Entre os relatos estão:
- Mudança na cor da água;
- Alteração no sabor da água;
- Morte de peixes;
- Morte de peixes-boi;
- Morte de quelônios;
- Casos de alergias e problemas de pele em moradores após contato com a água.
Diante das denúncias, o Ministério Público Federal (MPF) e a Agência Nacional de Mineração iniciaram uma investigação para apurar possíveis danos ambientais nos rios Tiaraju, Alalaú e no igarapé Jacutinga.
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O que apontaram os laudos ambientais
De acordo com informações divulgadas pelo MPF, análises realizadas por uma empresa contratada pela Associação Comunidade Waimiri-Atroari (ACWA) identificaram a presença de metais como:
- Alumínio;
- Chumbo;
- Mercúrio.
Segundo o órgão, parte das amostras apresentou concentrações superiores aos limites estabelecidos pela legislação ambiental, resultado que integra as investigações em andamento.
O que diz a Mineração Taboca
Em nota, a Mineração Taboca informou que recebeu o auto de infração e que apresentará sua defesa dentro do prazo previsto na legislação. A empresa afirmou que a autuação possui natureza administrativa e, por si só, não representa comprovação definitiva de dano ambiental.
A mineradora também declarou que os supostos impactos estariam restritos à área operacional do Complexo do Pitinga e não atingiriam a Terra Indígena Waimiri Atroari. Segundo a companhia, suas atividades são monitoradas continuamente e ela permanece à disposição dos órgãos ambientais para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações.
O que acontece após a aplicação da multa
A multa aplicada pelo Ipaam inicia um processo administrativo ambiental, no qual a empresa tem direito ao contraditório e à ampla defesa. Após a apresentação da defesa, o órgão ambiental analisará os argumentos da mineradora antes da decisão definitiva sobre a penalidade e eventuais medidas complementares.
A região de Presidente Figueiredo concentra importantes atividades de mineração e abriga áreas de elevada sensibilidade ambiental, incluindo terras indígenas e nascentes de rios que abastecem comunidades tradicionais. Casos envolvendo possíveis impactos ambientais costumam mobilizar órgãos de fiscalização estaduais e federais devido aos riscos para os recursos hídricos, a biodiversidade e as populações locais.
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Declaração de Transparência
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