Gabinete de Rosinaldo Bual já consumiu R$ 1,5 milhão dos cofres públicos desde a prisão do vereador por suspeita de rachadinha
Folhas de pagamento da CMM mostram que os 45 servidores do gabinete receberam mais de R$ 1,54 milhão em remuneração bruta.
- Mesmo após a prisão e o afastamento judicial do vereador Rosinaldo Ferreira da Silva (Rosinaldo Bual), o gabinete na Câmara Municipal de Manaus manteve sua estrutura com 45 servidores e folhas de pagamento executadas regularmente entre out/2025 e jun/2026.
- No período, a remuneração bruta dos servidores somou R$ 1.543.086,38; após descontos legais, o valor líquido pago foi de R$ 1.463.802,21 (descontos totais de R$ 78.927,17).
- As despesas mensais ficaram, em geral, entre cerca de R$ 154 mil e R$ 170 mil, com exceção de dez/2025 (R$ 222.741,89) por verbas típicas de fim de ano.
- O vereador também continuou recebendo salário (R$ 234.728,82 brutos e R$ 172.068,39 líquidos no período), enquanto a investigação por suposta “rachadinha” segue no âmbito criminal e o pedido de cassação tramita, com medidas cautelares mantidas pelo STJ.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Arte: AM POST
Notícias de Política – Mesmo após a prisão e o afastamento judicial do vereador Rosinaldo Ferreira da Silva, conhecido como Rosinaldo Bual (Agir), o gabinete parlamentar manteve sua estrutura administrativa na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Levantamento realizado a partir das folhas de pagamento da Casa mostra que, entre outubro de 2025 e junho de 2026, os 45 servidores vinculados ao gabinete receberam R$ 1.543.086,38 em remuneração bruta. Após os descontos legais, o valor líquido pago aos funcionários chegou a R$ 1.463.802,21.
Os documentos mostram que a folha permaneceu sendo executada mês após mês, mesmo durante o período em que o parlamentar estava afastado por determinação da Justiça.
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Quanto foi gasto por mês com os servidores
As despesas mensais variaram entre aproximadamente R$ 154 mil e R$ 170 mil, com exceção de dezembro de 2025, quando houve aumento provocado pelas verbas típicas de fim de ano.
| Competência | Remuneração Bruta |
|---|---|
| Outubro/2025 | R$ 154.054,79 |
| Novembro/2025 | R$ 154.677,34 |
| Dezembro/2025 | R$ 222.741,89 |
| Janeiro/2026 | R$ 160.348,58 |
| Fevereiro/2026 | R$ 170.247,77 |
| Março/2026 | R$ 170.247,77 |
| Abril/2026 | R$ 170.256,08 |
| Maio/2026 | R$ 170.256,08 |
| Junho/2026 | R$ 170.256,08 |
| Total | R$ 1.543.086,38 |
No mesmo período, os descontos sobre a folha totalizaram R$ 78.927,17, resultando em R$ 1.463.802,21 efetivamente pagos aos assessores parlamentares.
Confira Remuneração_Nominal_dos_Servidores_e_Agentes_Públicos
O vereador também continuou recebendo salário
Dados do Portal da Transparência da Câmara Municipal de Manaus mostram que, entre outubro de 2025 e junho de 2026, Rosinaldo Bual recebeu R$ 234.728,82 em remuneração bruta, equivalente a R$ 172.068,39 líquidos, mesmo durante o período em que permaneceu afastado do exercício presencial do mandato por decisão judicial.
Por que Rosinaldo Bual foi preso
Rosinaldo Bual foi preso em 3 de outubro de 2025 durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Amazonas (MPAM), que investiga um suposto esquema de rachadinha em seu gabinete.
Segundo o MPAM, aproximadamente 100 pessoas passaram pelo gabinete durante o período investigado. A suspeita é de que parte dos salários pagos aos assessores fosse devolvida ao parlamentar ou a terceiros ligados ao gabinete.
Após deixar a prisão, a Justiça determinou medidas cautelares que permanecem em vigor, entre elas:
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- afastamento do mandato;
- proibição de acessar a Câmara Municipal;
- uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.
O pedido de cassação do mandato foi concluído
O pedido de cassação foi protocolado pelo Comitê Amazonas de Combate à Corrupção (CACC) em outubro de 2025. No mês seguinte, vereadores rejeitaram um requerimento que cobrava andamento da representação disciplinar.
Em junho de 2026, o Ministério Público do Amazonas instaurou procedimento para investigar possível omissão da Presidência da Câmara na condução do processo administrativo, apurando eventual violação aos princípios da legalidade, moralidade, eficiência e duração razoável do processo.
Já em julho deste ano, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, negou pedido da defesa para revogar as medidas cautelares impostas ao vereador.
O que mostram as folhas de pagamento
As folhas de pagamento demonstram que a estrutura do gabinete permaneceu funcionando durante todo o período analisado, mantendo uma equipe de 45 servidores.
Embora o vereador estivesse afastado do exercício presencial do mandato, os documentos revelam que os pagamentos aos assessores continuaram sendo realizados regularmente, consumindo mais de R$ 1,46 milhão líquidos dos cofres públicos em nove meses.
As despesas com gabinetes parlamentares são custeadas com recursos públicos e integram o orçamento anual da Câmara Municipal de Manaus. Em casos de afastamento judicial de parlamentares, a manutenção dessas estruturas costuma gerar questionamentos sobre transparência, controle dos gastos e efetiva prestação dos serviços pelos servidores lotados nos gabinetes.
No caso de Rosinaldo Bual, o levantamento evidencia que, mesmo após a prisão e o afastamento decorrentes da investigação sobre um suposto esquema de rachadinha, a estrutura administrativa do gabinete permaneceu sendo financiada normalmente com recursos da Câmara, enquanto o processo criminal e o pedido de cassação seguem sem decisão definitiva.
Outro lado
A reportagem do Portal AM Post buscou comunicação com a Câmara Municipal de Manaus para mais detalhes a respeito dos pagamentos e qual é a posição da Casa em relação aos vencimentos do gabinete do vereador Bual, mesmo ele estando fora do parlamento. Até o fechamento desta matéria não obtivemos retorno a respeito do assunto. O espaço permanece aberto.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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