Marcelo Ramos fecha com Omar e Braga após ter candidatura barrada e “ajoelha no milho” pela segunda vez
Ex-deputado participou da convenção da federação PT ao lado de Eduardo Braga, que articulou a retirada de sua pré-candidatura ao Senado.
- Após ter sua candidatura ao Senado boicotada nas articulações do PT, Marcelo Ramos (PT) declarou apoio à chapa de Omar Aziz (PSD) ao Governo do Amazonas e Eduardo Braga (MDB) à reeleição.
- Ramos tinha sido pré-candidato ao Senado, mas Braga teria articulado com a direção nacional do PT para retirar sua candidatura; com isso, o PT ficou sem candidato próprio nas disputas majoritárias no estado.
- Na convenção do PT, PCdoB e PV, Ramos disse que a prioridade é a união do grupo político e citou convergência em temas estratégicos como a Zona Franca de Manaus, investimentos em infraestrutura e fortalecimento da representação do Amazonas.
- A expressão “ajoelhar no milho” voltou ao debate por causa de disputas anteriores entre Ramos e Braga, e é usada para simbolizar a mudança de posição que culminou na aliança com Braga.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: reprodução
Notícias de política – Após ter a candidatura ao Senado boicotada durante as articulações do PT, o ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) “ajoelhou no milho” mais uma vez e fechou apoio à chapa formada pelos senadores Omar Aziz (PSD), candidato ao Governo do Estado, e Eduardo Braga (MDB), a reeleição. O petista participou, neste sábado (1º), da convenção da federação PT, PCdoB e PV, realizada na zona Leste de Manaus, demonstrando apoio aos dois políticos, apesar de Braga ter atuado para inviabilizar sua pré-candidatura ao Senado.
Marcelo Ramos era pré-candidato ao Senado, mas Eduardo Braga articulou junto à direção nacional do PT a retirada de sua candidatura para que o partido apoiasse exclusivamente sua reeleição. A decisão foi acatada pela executiva nacional, deixando o PT sem candidato próprio nas disputas majoritárias no Amazonas.
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Antes da definição, Ramos chegou a anunciar dois filiados do PT para compor sua chapa como suplentes e se preparava para enfrentar Braga nos bastidores, mas acabou derrotado na disputa interna e disse que cedeu após conversa com o presidente Lula (PT), grande aliado do emedebista.
O que Marcelo Ramos disse durante a convenção?
Durante seu discurso, Marcelo Ramos afirmou que a prioridade agora é a união do grupo político e destacou a convergência de propostas em defesa de temas considerados estratégicos para o Amazonas.
“O nosso senador, o senador de quem queria o Marcelo Ramos candidato, é o senador Eduardo Braga. Nós não podemos ter nenhuma dúvida disso”, declarou.
Por que a expressão “ajoelhar no milho”?
A aproximação entre Marcelo Ramos e Eduardo Braga trouxe novamente à tona uma das expressões mais conhecidas da política amazonense.
Em 2014, durante a campanha ao Governo do Amazonas, Marcelo Ramos, então adversário de Braga, afirmou que o senador deveria “ajoelhar no milho” para pedir perdão pelos erros que atribuía às suas administrações.
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A frase ganhou repercussão e passou a marcar a relação entre os dois políticos.
No entanto, em 2017, durante a eleição suplementar para o Governo do Amazonas. Marcelo Ramos se rendeu e aceitou compor a chapa de Eduardo Braga como candidato a vice-governador, decisão que surpreendeu parte do meio político e do eleitorado.
Desde então, adversários passaram a utilizar a expressão “ajoelhar no milho” para simbolizar a mudança de posicionamento do ex-deputado.
Anos depois, o próprio Marcelo Ramos reconheceu publicamente que aquela aliança estratégica acabou prejudicando sua trajetória política.
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