PL projeta eleger 28 senadores, mas ainda dependerá de aliados para avançar com pauta contra o STF
Mesmo no cenário mais otimista traçado pela direção do partido, bancada não alcançaria sozinha os votos necessários para controlar o Senado.
- Foto: Beto Barata PL
Notícias do Brasil – O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a legenda trabalha para eleger 28 senadores nas eleições de 2026. Caso alcance a meta, o partido somaria 36 cadeiras ao considerar os oito mandatos conquistados em 2022 e que seguem vigentes até 2031.
A estratégia faz parte da prioridade do partido de ampliar sua influência no Senado, onde estarão em disputa 54 das 81 cadeiras da Casa.
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O PL conseguirá controlar sozinho o Senado
Mesmo chegando a 36 senadores, o partido ficaria abaixo da maioria necessária para aprovar sozinho matérias de maior impacto ou controlar a pauta legislativa. Na prática, o PL precisará negociar com legendas do Centrão e outros partidos de direita para formar maioria em votações estratégicas.
Quantos votos são necessários para afastar um ministro do STF
O processo de impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal segue etapas previstas na legislação e no regimento do Senado.
São necessários:
- 41 votos para autorizar a abertura do julgamento;
- 54 votos para condenar e determinar a perda do cargo.
Com uma bancada de 36 senadores, o PL permaneceria:
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- cinco votos abaixo do mínimo para abrir o julgamento;
- dezoito votos abaixo do necessário para uma eventual condenação.
Quais nomes o PL pretende eleger para o Senado?
Entre os nomes já apresentados como candidatos ou pré-candidatos pelo partido estão:
- Michelle Bolsonaro (DF);
- Bia Kicis (DF);
- Domingos Sávio (MG);
- Sanderson (RS);
- Marcelo Queiroga (PB);
- João Roma (BA);
- Anderson Ferreira (PE);
- José Medeiros (MT);
- Filipe Barros (PR);
- Gustavo Gayer (GO);
- Carlos Bolsonaro (SC);
- Caroline de Toni (SC).
O partido também conta com o apoio de aliados de outras legendas em diferentes estados.
Por que o presidente do Senado é decisivo?
Mesmo que existam assinaturas suficientes para um pedido de impeachment contra um ministro do STF, cabe ao presidente do Senado decidir se dará andamento ou arquivará a denúncia.
Em 2025, por exemplo, a oposição reuniu 41 assinaturas em apoio ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes. No entanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, optou por não dar prosseguimento ao pedido.
Qual é a estratégia do PL para 2026?
Além de ampliar sua representação no Senado, o PL busca fortalecer seu poder de negociação no Congresso e influenciar a escolha da futura presidência da Casa.
Embora aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro associem uma bancada maior à possibilidade de avançar com pedidos de impeachment contra ministros do STF, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, já declarou publicamente ser contrário ao afastamento de integrantes da Corte.
A renovação de dois terços do Senado em 2026 é considerada uma das disputas mais estratégicas da eleição nacional. Como o Senado exerce funções exclusivas, como processar pedidos de impeachment de ministros do STF e aprovar indicações para tribunais superiores, o resultado das urnas poderá alterar o equilíbrio político da Casa, mas a formação de maiorias continuará dependendo da articulação entre diferentes partidos.
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