TCE-AM lança guia para tornar votos e acórdãos mais claros e facilitar entendimento das decisões
TCE implementa manual com orientações para padronizar decisões, adotar linguagem simples e ampliar o uso de IA na pesquisa de jurisprudência.
- Foto: Diculgação
Notícias do Amazonas – O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) concluiu o Guia de Boas Práticas em Redação de Votos e Acórdãos, documento que reúne orientações para tornar as decisões da Corte mais claras, objetivas e fáceis de compreender. O projeto foi desenvolvido ao longo de aproximadamente oito meses e integra as metas da gestão da conselheira-presidente Yara Amazônia Lins.
Leia mais: TCE-AM fecha lista de gestores com contas irregulares que será enviada ao TRE antes das eleições
PUBLICIDADE
Qual é o objetivo do guia
Segundo a presidente do TCE-AM, a iniciativa busca padronizar a estrutura das decisões sem comprometer a autonomia dos julgadores.
A proposta é garantir:
- maior clareza na redação;
- linguagem mais acessível;
- uniformidade das decisões;
- mais segurança jurídica no cumprimento das determinações do Tribunal.
“A adoção de uma estrutura padronizada permitirá maior clareza, objetividade e uniformidade da redação das decisões, facilitando sua compreensão pelas partes, jurisdicionados e sociedade”, destacou a conselheira-presidente Yara Amazônia Lins.
O que muda na elaboração dos votos e acórdãos
O guia estabelece orientações para organizar os principais elementos das decisões, mantendo fundamentação adequada para cada processo.
Entre as recomendações estão:
PUBLICIDADE
- elaboração de relatórios mais objetivos;
- fundamentação clara e organizada;
- dispositivos com comandos mais precisos;
- ementas resumidas e de fácil consulta;
- modelos para diferentes tipos de processos julgados pelo Tribunal.
Segundo o auditor de controle externo Thiago Correa Bezerra, o documento servirá como referência técnica, preservando a independência dos membros da Corte.
“O guia servirá como um norte a ser observado, visando à correta interpretação da linha de entendimento dos membros dos colegiados e ao regular cumprimento dos comandos dos decisórios, sem engessamento dos julgadores”, explicou.
Como a inteligência artificial será utilizada
Outro objetivo do projeto é preparar os documentos do Tribunal para ferramentas de inteligência artificial. Com a padronização dos votos, acórdãos, ementas e fundamentações, sistemas de IA poderão localizar, organizar e cruzar informações da jurisprudência com maior rapidez e precisão.
A expectativa é ampliar a eficiência na pesquisa de decisões e facilitar o acesso às informações produzidas pela Corte. Nesta primeira etapa, o Guia de Boas Práticas terá caráter orientativo e colaborativo. Segundo o Tribunal, a adoção obrigatória das diretrizes dependerá de regulamentação específica da Presidência do TCE-AM.
Como o guia foi elaborado
O documento foi coordenado pela Secretaria do Tribunal Pleno (Sepleno) e contou com a participação de servidores de diferentes áreas da Corte. De acordo com a secretária do Tribunal Pleno, Bianca Figliuolo, o trabalho reuniu experiências práticas para aperfeiçoar a produção das decisões judicantes.
A adoção de linguagem mais simples em decisões públicas acompanha uma tendência observada em diversos órgãos do Judiciário e de controle no país. Além de facilitar a compreensão por cidadãos, advogados e gestores públicos, a padronização contribui para ampliar a transparência, fortalecer a segurança jurídica e preparar os documentos institucionais para o uso de novas tecnologias, como ferramentas de inteligência artificial voltadas à pesquisa e análise de jurisprudência.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






