Barco voador criado em Manaus deve começar testes nos rios da Amazônia até dezembro
Startup manauara AeroRiver prevê testar o primeiro veículo tripulado de efeito solo entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.
- A AeroRiver desenvolve o Voadeiro, o primeiro barco voador tripulado, com testes previstos nos rios da Amazônia entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.
- O Voadeiro usa tecnologia de efeito solo, é híbrido com motor a combustão e motores elétricos, e pode reduzir custos operacionais em cerca de 60% a 70% em relação a aeronaves, além de diminuir o tempo de deslocamento.
- A proposta é preencher a lacuna entre transporte fluvial e aéreo na região amazônica, começando com capacidade para quatro passageiros e planos de modelos maiores como o Volitã, para melhorar mobilidade, logística e acesso a comunidades.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Divulgação
Notícias do Amazonas – O primeiro barco voador tripulado desenvolvido pela startup manauara AeroRiver deve começar os testes nos rios da Amazônia entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027. Batizado de Voadeiro, o veículo está em estágio avançado de construção. Parte da estrutura é produzida em Manaus e outra parte em São José dos Campos, no interior de São Paulo.
A montagem final ocorre na capital amazonense, onde a empresa pretende avançar com os testes do equipamento projetado especificamente para a realidade dos rios da região.
“No final desse ano, a gente já vai estar com o nosso primeiro veículo tripulado. O nosso primeiro já está em construção, em construção avançada”, afirmou o engenheiro eletricista Túlio Duarte, cofundador da AeroRiver.
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Como funciona o barco voador criado em Manaus
O Voadeiro utiliza a chamada tecnologia de efeito solo, na qual o veículo se desloca a baixa altura sobre a superfície da água. Ao voar próximo ao rio, o equipamento aproveita um fenômeno aerodinâmico que aumenta a sustentação e reduz o arrasto. Na prática, a tecnologia permite que o veículo se desloque rapidamente sem operar como uma aeronave convencional.
O modelo é híbrido, com motor a combustão e motores elétricos auxiliares utilizados principalmente durante a decolagem. Segundo a empresa, o consumo estimado fica entre sete e oito quilômetros por litro de gasolina comum, índice próximo ao de um automóvel.
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Quanto tempo a viagem de Manaus a Parintins pode levar
Uma das aplicações projetadas pela AeroRiver é o transporte de passageiros entre Manaus e Parintins. Atualmente, o percurso por via fluvial pode levar aproximadamente 10 horas, dependendo da embarcação e das condições da viagem.
Com o Voadeiro, a estimativa apresentada pela empresa é de cerca de três horas, o que representaria uma redução de aproximadamente sete horas no deslocamento. A diferença pode ser especialmente relevante para uma região em que os rios são as principais vias de conexão entre comunidades e municípios.
O barco voador será mais barato que um avião
Segundo a AeroRiver, sim. A empresa estima que o custo da operação possa ficar entre 60% e 70% abaixo do custo de uma aeronave. Em relação às lanchas rápidas, a estimativa é que a passagem fique entre 10% e 15% mais cara, mas com a vantagem de reduzir significativamente o tempo de deslocamento.
“A estimativa é que ele fica em torno de 60, 70% mais barato do que uma aeronave”, afirmou Túlio Duarte.
A proposta, portanto, é ocupar um espaço intermediário entre o transporte fluvial convencional e o aéreo.
Quantas pessoas o Voadeiro poderá transportar
O primeiro modelo tripulado terá capacidade para quatro passageiros ou até 250 quilos de carga.
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A estrutura possui aproximadamente 10 metros por 10 metros e está sendo desenvolvida para operar sobre a água. A empresa também trabalha em modelos maiores para ampliar a capacidade de transporte e atender operações de maior escala na região.
O que é o Volitã
O Volitã é um dos próximos projetos da AeroRiver e terá dimensões maiores que o Voadeiro. O modelo foi projetado para transportar até 12 ocupantes e atingir velocidade estimada de 150 km/h. A proposta é utilizar a mesma tecnologia de efeito solo em operações de maior porte, ampliando as possibilidades de transporte de passageiros e cargas pelos rios amazônicos.
A AeroRiver já possui um veículo não tripulado
Sim. Antes do primeiro modelo tripulado, a empresa desenvolveu o Stingray, um drone de efeito solo para transporte de cargas. A versão voltada ao transporte de bioinsumos também é chamada internamente de Igara e está associada a uma iniciativa de bioeconomia.
O equipamento pode voar a aproximadamente 90 km/h e transportar até 15 quilos de carga, segundo a empresa. “É um drone que voa a 90 quilômetros por hora, sobre a água, navegando sem contato com ela, extremamente eficiente e com capacidade para 15 quilos de carga”, explicou Duarte.
Para que os drones podem ser usados na Amazônia?
A proposta é utilizar os drones para transportar itens que precisam chegar rapidamente a comunidades e localidades de difícil acesso.
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Entre as aplicações citadas pela empresa estão:
- Medicamentos;
- Amostras laboratoriais;
- Peças;
- Alimentos;
- Bioinsumos.
A conectividade é apontada pela própria startup como um dos desafios para ampliar a utilização dos equipamentos na Amazônia.
Por que a AeroRiver criou o barco voador em Manaus
A ideia surgiu durante a pandemia, período em que as dificuldades de logística e transporte na Amazônia ficaram ainda mais evidentes. Os fundadores identificaram uma lacuna entre duas opções predominantes: o barco, que pode levar muitas horas para percorrer longas distâncias, e o avião, que apresenta custos mais elevados.
A partir daí, a equipe passou a estudar os veículos de efeito solo e a adaptar a tecnologia às características dos rios amazônicos. A startup foi fundada por Túlio Duarte, Lucas Guimarães e Felipe Bortolete. Os três possuem formação em engenharia e desenvolveram pesquisas e testes próprios para adaptar o conceito às condições da região.
O barco voador precisa de licença de avião
Segundo a AeroRiver, o equipamento é regulamentado internacionalmente como embarcação, e não como aeronave convencional. A empresa afirma que o enquadramento segue normas internacionais relacionadas à Organização Marítima Internacional (IMO) e à Organização de Aviação Civil Internacional (OACI).
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Ainda de acordo com a startup, documentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indicam que esse tipo de veículo não está sujeito à certificação aeronáutica convencional. Para operar o equipamento, a previsão é que o condutor precise de carta náutica e treinamento específico para pilotagem do veículo.
Qual é a importância do projeto para a Amazônia
A principal promessa da tecnologia está na possibilidade de reduzir o tempo necessário para percorrer grandes distâncias em uma região onde a infraestrutura rodoviária é limitada e os rios desempenham papel fundamental na mobilidade.
Caso os testes confirmem as projeções da empresa, veículos de efeito solo poderão criar uma alternativa entre as lanchas rápidas e o transporte aéreo convencional. Para o Amazonas, onde comunidades e municípios dependem diretamente dos rios, a redução do tempo de viagem pode ter impacto em áreas como transporte de passageiros, logística, saúde e distribuição de produtos.
O desafio agora é transformar a tecnologia desenvolvida em Manaus em uma operação segura, regularizada e economicamente viável para as condições reais dos rios amazônicos.
Onde a AeroRiver já foi reconhecida
O projeto da startup ganhou visibilidade em eventos nacionais e internacionais. A empresa participou de delegações brasileiras em eventos como o Web Summit de Lisboa, com apoio do Sebrae e da ApexBrasil, e recebeu recursos da Finep para o desenvolvimento do projeto.
A AeroRiver também venceu o Prêmio Finep de Inovação e participou de programas voltados ao empreendedorismo e ao desenvolvimento tecnológico. Com o primeiro veículo tripulado em construção avançada, a próxima etapa será colocar o Voadeiro sobre os rios amazônicos e verificar, na prática, se a promessa de velocidade e eficiência pode se adaptar à complexa logística da região.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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