Soldados venezuelanos deixam um morto e diversos feridos perto da fronteira com Brasil
Maduro declarou o fechamento da fronteira sul da Venezuela com o Brasil e ameaçou fazer o mesmo com a fronteira colombiana.
- Soldados venezuelanos mataram ao menos uma pessoa e feriram várias perto da fronteira com o Brasil durante tentativa de impedir entrada de ajuda humanitária, contrariando ordens do presidente Nicolás Maduro.
- Maduro fechou a fronteira com o Brasil, ameaçou fechar a fronteira com a Colômbia, e classificou os esforços de entrega de ajuda como uma tentativa orquestrada pelos EUA para desestabilizar seu governo.
- O líder da oposição, Juan Guaidó, pediu aos militares que permitam a entrada de ajuda humanitária e afirmou que o impasse testa a lealdade dos militares, enquanto a população sofre com hiperinflação, escassez de alimentos e medicamentos.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
Soldados venezuelanos deixaram ao menos um morto e diversos feridos nesta sexta-feira (22) perto da fronteira com o Brasil, disseram testemunhas, no primeiro derramamento de sangue ligado aos esforços da oposição de levar auxílio humanitário ao país sul-americano contra a vontade do presidente Nicolás Maduro.
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A morte acontece no momento em que um show de arrecadação de fundos para a Venezuela — apoiado pelo bilionário britânico Richard Branson e com a participação de grandes estrelas latinas como Luis Fonsi e Maluma — começou na cidade de fronteira colombiana de Cúcuta, onde os Estados Unidos têm armazenado auxílio humanitário para cruzar a fronteira neste final de semana.
Com tensões elevadas depois que o líder da oposição Juan Guaidó invocou a Constituição venezuelana para se declarar presidente interino, Maduro tem negado a existência de uma crise humanitária, dizendo que os esforços da oposição para levar auxílio ao país são um “show barato” orquestrado pelos Estados Unidos para minar o seu governo.
Maduro declarou o fechamento da fronteira sul da Venezuela com o Brasil e ameaçou fazer o mesmo com a fronteira colombiana antes do prazo de sábado determinado pela oposição para levar a assistência ao país.
Alguns analistas políticos dizem que o impasse de sábado é menos sobre atender às necessidades da Venezuela e mais sobre testar a lealdade dos militares a Maduro, ao recusar ajuda.
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Com a inflação chegando a mais de 2 milhões por cento por ano e com controles monetários restringindo a importação de bens básicos, muitos venezuelanos não têm acesso a remédios e uma crescente parcela dos quase 30 milhões de habitantes do país sofre de desnutrição.
A violência desta sexta-feira (22) começou quando líderes indígenas no sul da Venezuela disseram ter tentado bloquear um comboio militar que estava a caminho da fronteira com o Brasil, acreditando que os soldados tentariam impedir a entrada do auxílio humanitário sob ordens de Maduro.
Mesmo assim, o comboio entrou na aldeia indígena de Kumarakapay, abrindo fogo para liberar o caminho e matando uma mulher, Zoraida Rodriguez, de acordo com os líderes da comunidade Richard Fernandez e Ricardo Delgado.
O Ministério de Informação da Venezuela não respondeu de imediato a pedido por comentário. “O resultado deste crime: 12 feridos e um morto”, disse Guaidó em publicação no Twitter. “Vocês precisam decidir de qual lado estão nesta hora decisiva. A todos os militares: entre hoje e amanhã, vocês definirão como querem ser lembrados.”
Guaidó tem afirmado que a oposição levará auxílio humanitário de países vizinhos à Venezuela no sábado e pediu que as forças de segurança desobedeçam Maduro e permitam a entrada dos carregamentos ao país que sofre com escassez de alimentos e medicamentos. Guaidó foi reconhecido como presidente interino legítimo da Venezuela por diversos países no mês passado, incluindo os Estados Unidos e o Brasil.
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