Escrivães e investigadores da Polícia Civil lutam por melhores condições de trabalho
Doenças adquiridas por conta das condições de trabalho são alguns dos problemas dos servidores.
Lesões por esforço repetitivo, manuseio inadequado de materiais apreendidos (drogas, revólveres e armas brancas utilizadas em delitos), contato direto com presos adoentados, afastamento por stress, ansiedade e problemas psiquiátricos, doenças ocupacionais causadas por falta de mobiliário ergonômico. Esses e outros problemas afetam os servidores da Polícia Civil do Estado, de acordo com o relato do Sindicato dos Escrivães e Investigadores da Policia Civil do Amazonas (Sindeipol).
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Nesta quinta-feira, 24 setembro, uma comitiva do Sindeipol se reuniu com a deputada estadual Alessandra Campêlo (PCdoB) para denunciar os problemas e buscar soluções junto ao Poder Legislativo.
“Os servidores da Polícia Civil estão desenvolvendo suas atividades em condições insalubres. A situação é ruim na capital e ainda mais alarmante no interior, onde as delegacias estão abandonadas e os servidores trabalham em meio a fezes de ratos e morcegos”, denunciou o presidente do Sindeipol, Rômulo Valente.
Para a deputada Alessandra, o apoio da Assembleia é importante para a garantia dos direitos dos trabalhadores.
“É preciso fazer uma lei estadual específica, baseada, claro, na lei federal, mas que garanta ao policial civil o direito de cuidar da sua saúde, o direito de poder se retirar do seu trabalho para fazer um exame, um check up. Além disso, o Governo do Estado precisa avançar na questão da infraestrutura das delegacias na capital e interior”, comentou Alessandra, que também é policial civil concursada.
Segundo Rômulo, as delegacias do interior atualmente são as que mais carecem de infraestrutura e pessoal. O excesso de presos de justiça também prejudica o trabalho dos servidores e o atendimento à população.
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“Além da péssima infraestrutura, falta pessoal. Dessa forma, o investigador e o escrivão acabam exercendo o papel de carcereiro, cuidando de presos de justiça. Outro problema é que não tem cela para mulher, é homem e mulher tudo junto”, criticou o sindicalista.
Rômulo articula com a deputada Alessandra a criação de uma legislação específica que garanta melhores condições de trabalho; periodicidade de exames médicos de seis em seis meses ou de um ano, sem trazer prejuízo ao servidor; além de escalonamento de tempo de descanso em cada procedimento realizado. Os servidores da PC também defendem a melhoria da infraestrutura física das delegacias, com aquisição de novos aparelhos de ar condicionado, bebedouros, computadores, cadeiras e sala para descanso.
Segundo o sindicato, a Polícia Civil conta atualmente com um quadro de 2.440 servidores concursados, além dos comissionados e temporários.
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