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Grupo Fera completa 16 anos de atuação no Amazonas

O grupo é considerado como a elite da Polícia Civil do Estado.

Por Hugo Guimarães

26/09/2015 às 13:33

No próximo domingo, dia 27, o Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (Fera) da Polícia Civil do Amazonas irá comemorar 16 anos de criação e acumula na trajetória histórias que marcam a fundação, amadurecimento, reconhecimento e consolidação de um trabalho que envolve, principalmente, elevado risco de morte.

O investigador Hilton Ferreira, que integra o quadro efetivo da instituição há 27 anos e fez parte da formação inicial do Grupo Fera, lembra com detalhes os passos percorridos até aqui. De acordo com ele, em 1997, um grupo de policiais civis, coordenado pelo delegado Oscar Cardoso, falecido em 2014, deu início a um trabalho em equipe, até então sem nome. Na época, eles ficaram conhecidos como “Homens de Preto”.

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“Fazíamos parte do que se chamava de Coordenadoria de Operações Especiais e éramos 16 policiais. No início, o Grupo Fera surgiu para atuar em ocorrências que envolvessem servidores da Polícia Civil”, recorda Hilton.

Conforme o investigador, após dois anos dessa primeira formação, a equipe decidiu escolher um nome para o grupo, que estava ficando cada vez mais forte. Entre as opções, à época, venceu Força Especial de Repressão a Assalto (Fera), antiga denominação.

Hilton reforça que o Grupo Fera foi criado oficialmente em 27 de setembro de 1999, por meio da Portaria de nº 602/99, assinada pelo então delegado geral de Polícia Civil do Amazonas, Vinícius Diniz. “Foi o início da caminhada para transformar o grupo em parte do organograma da instituição no Estado”, destacou.

Nesse primeiro momento, segundo Hilton, havia muita paixão dos integrantes em fazer parte do grupo. “Estávamos ali porque gostávamos. Não tínhamos recursos financeiros e muitos materiais de trabalho comprávamos com nosso próprio dinheiro. Lembro também que recebemos ajuda para adesivar os carros e até mesmo conseguir treinamento para a equipe”, disse.

Após deixar o grupo para assumir a presidência do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Estado do Amazonas (Sinpol-AM), Hilton proporcionou uma mudança significativa para a consolidação do trabalho desenvolvido pelos colegas no Fera. Ele apresentou um projeto para ser votado na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), no qual a equipe passaria a integrar o organograma da Polícia Civil, de fato e de direito.

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“O projeto foi sancionado pelo governador da época e aprovado pelos deputados estaduais na ALE-AM. Desde então o Fera não pode mais ser extinto sem antes passar por votação pela mesma Casa Legislativa que o aprovou. Essa foi uma grande conquista, da qual tenho muito orgulho”, revelou Hilton, visivelmente emocionado.

Para finalizar, Hilton diz que atualmente o grupo está em um excelente momento. “Pablo Ramón, atual coordenador do Grupo Fera, é muito competente. Ele foi um dos primeiros policiais do Amazonas a fazer o curso Caçador, promovido pelo Exército Brasileiro. É um ótimo atirador e está preparado para comandar a equipe. Eu vejo o Fera, atualmente, como um grupo que guarda a honra da Polícia Civil, pois todos os integrantes são comprometidos com a instituição”, destacou.

À frente do Fera desde fevereiro deste ano, o investigador Pablo Ramón integra o grupo há treze anos, após ingressar na instituição por meio de concurso público, prestado em 2001. Ele declara que todo esse tempo o preparou para detectar as prioridades e sanar os problemas que surgem no dia a dia.

“Fiz o concurso em 2001 e em fevereiro de 2002 assumi a função no Grupo Fera. Lembro que já na academia éramos treinados para atuar em lotações específicas. Na época, o investigador Alberto do Valle, atual presidente da Comissão de Capacitação, Treinamento e Desenvolvimento da Polícia Civil no Estado, analisava o perfil dos concursados para avaliar se eles se enquadravam às exigências do grupo”, relatou.

Pablo conta que apesar de atualmente o Grupo Fera ser composto apenas por investigadores, já teve escrivães e delegados no quadro de servidores. “Já tivemos, inclusive, ao longo desses dezesseis anos, vinte mulheres compondo nossa equipe, mas com o passar do tempo, a partir de outras prioridades, as colegas foram nos deixando. Contudo, quando disponibilizamos vagas, não há distinção de sexo”, explicou.

Muitas são as histórias que constroem a trajetória dos policiais considerados de elite da Polícia Civil. Logo no início, o Fera era dividido em núcleos que atendiam assuntos específicos como roubos e tráfico de drogas, por exemplo. “Havia também uma equipe de investigação no expediente, o que não acontece mais atualmente”, declarou Pablo.

Subcoordenador do Grupo Fera, o investigador de Polícia Edilei Rodrigues, o “Popó”, como é conhecido entre os colegas de trabalho, afirmou que dentre as exigências necessárias para compor a equipe do grupo de elite, é necessário, antes de tudo, ser voluntário. “Essa disposição em participar da equipe deve ser revestida de dedicação e tempo”, argumentou.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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