Esqueletos achados de mãos dadas podem ser um casal gay que viveu há 1,5 mil anos, diz cientistas
Conhecidos como “amantes de Modena” desde que foram descobertos abraçados, os especialistas já suspeitavam que fossem dois homens.
Dois esqueletos foram encontrados há dez anos, abraçados e de mãos dadas, na Itália. De acordo com os pesquisadores da Universidade de Bolonha, se tratavam de dois homens, possivelmente um casal gay que viveu a cerca de 1,5 mil anos atrás.
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Conhecidos como “amantes de Modena” desde que foram descobertos abraçados, os especialistas já suspeitavam que fossem dois homens. Mas na época não existia tecnologia suficiente para reafirmar essa teoria. A confirmação foi feita através do esmalte dental dos cadáveres e publicada na revista “Nature”.
Segundo os cientistas, a substância chamada Amely, que só é encontrada em indivíduos do sexo masculino, estavam presente nos esqueletos. “O enterro de dois homens de mãos dadas certamente não era uma prática comum na Antiguidade tardia”, explicou Federico Lugli, um dos pesquisadores, à rede italiana RAI. “Acreditamos que essa escolha simboliza uma relação particular existente entre os dois indivíduos, mas não sabemos qual tipo”.
Lugli acredita que a possibilidade de ser um casal gay não é a única. Como os dois indivíduos têm idades semelhantes, eles podem ser parentes, como irmãos ou primos. Ou soldados que morreram juntos em batalha: a necrópole em que foram encontrados poderia ser um cemitério de guerra”, disse o especialista.
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