Diretor e professores são indiciados por suposto assédio contra alunas no Acre
Segundo a Polícia Civil, denúncias partiram de estudantes entre 15 e 17 anos e casos ocorreriam desde 2023.

Foto: Reprodução
Resumo
A Polícia Civil do Acre indiciou o diretor e dois professores de uma escola em Marechal Thaumaturgo por suposto assédio sexual contra alunas adolescentes. Segundo as investigações, os casos teriam ocorrido desde 2023 e envolveriam estudantes entre 15 e 17 anos. O inquérito foi encaminhado à Justiça e os investigados seguem afastados das funções.
Notícias do Acre – A Polícia Civil do Acre indiciou o diretor e dois professores de uma escola localizada em Marechal Thaumaturgo, no interior do estado, por suposto crime de assédio sexual contra alunas adolescentes.
O inquérito foi encaminhado à Justiça na última quarta-feira (13), conforme confirmou o delegado responsável pelas investigações, Marcílio Laurentino.
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Denúncias envolveram estudantes adolescentes
Segundo a investigação, as denúncias partiram de um grupo de 12 alunas com idades entre 15 e 17 anos.
De acordo com o delegado, apenas uma das acusações acabou sendo descartada após uma das estudantes afirmar que teria interpretado de forma equivocada o comportamento dos professores.
“Uma das meninas que estava acusando outros professores disse que acabou entendendo errado, e que os professores só ficavam olhando. Por isso, apenas essa foi descartada, permanecendo a denúncia de outras 11 meninas”, afirmou o delegado.
Profissionais seguem afastados
O secretário de Educação do município, Eclínio Furtado, informou que os profissionais foram afastados das funções um dia após a denúncia chegar às autoridades.
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Segundo ele, o afastamento deve permanecer por 60 dias enquanto ocorre o Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
Questionado sobre o andamento do procedimento, o secretário afirmou apenas que o caso segue sob responsabilidade da Justiça.
Investigações apontam casos desde 2023
Conforme o relatório final da Polícia Civil, os episódios investigados teriam ocorrido desde o ano de 2023.
Além das adolescentes, a polícia ouviu coordenadora da escola, assistentes da unidade e os próprios investigados durante o andamento das apurações.
O diretor chegou a ser preso dentro da escola no início das investigações, mas foi liberado após pagamento de fiança no valor de R$ 3 mil.
Durante depoimento, ele negou as acusações.
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Polícia enquadrou suspeitos por assédio sexual
O inquérito indiciou os três profissionais pelo crime de assédio sexual, previsto no artigo 216-A do Código Penal.
Segundo a polícia, o caso possui agravantes por envolver vítimas menores de idade e por ter ocorrido em ambiente escolar.
Caso começou após denúncia coletiva
As investigações tiveram início após as 12 estudantes procurarem a delegacia para denunciar os supostos episódios de assédio.
Na época, parte das adolescentes foi ouvida inicialmente, enquanto as demais foram intimadas posteriormente para prestar depoimento.
O caso segue sob análise da Justiça.
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