Tragédia anunciada: Desabamento de ponte de R$ 36 milhões expõe incompetência de Sula Ximenes e Egleuson Santiago no Acre
Desabamento em Sena Madureira amplia pressão sobre dirigentes responsáveis por áreas ligadas à execução e fiscalização da obra.
- Foto: Reprodução
Resumo
O desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira (AC), aumentou a pressão sobre a presidente do Deracre, Sula Ximenes, e o ex-secretário da Sehurb, Egleuson Santiago. A estrutura, construída ao custo de R$ 36 milhões, havia sido interditada um dia antes do colapso. O caso gerou cobranças por explicações e investigações sobre a execução e o acompanhamento da obra.
Notícias do Acre – A queda da Ponte Frei Paolino Baldassari, no município Sena Madureira, transformou uma das principais obras de infraestrutura do Acre em um dos episódios mais delicados do atual governo estadual. O colapso da estrutura, que deixou pessoas feridas, colocou a presidente do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), Sula Ximenes, e o ex-secretário de Estado de Habitação e Urbanismo (Sehurb), Egleuson Santiago, no centro das cobranças por esclarecimentos.
A ponte, inaugurada em 2023 ao custo aproximado de R$ 36 milhões, era apresentada como símbolo de desenvolvimento para o terceiro município mais populoso do estado. No entanto, o desabamento de grande parte da estrutura mudou completamente a percepção sobre o empreendimento e levantou questionamentos sobre sua execução, fiscalização e monitoramento.
A queda da estrutura recém-inaugurada escancarou uma sucessão de erros técnicos e mostrando o quanto o governado do Acre foi mal assessorado por sua equipe de confiança.
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Fissura foi identificada um dia antes da tragédia
Um dos fatos que mais chamaram atenção após o acidente foi a identificação de problemas estruturais na véspera do desabamento.
Na quinta-feira (4), a ponte foi interditada após a constatação de uma fissura considerada preocupante. O Deracre informou que seriam realizadas avaliações técnicas para analisar as condições da estrutura.
No entanto, menos de 24 horas depois, a ponte desabou parcialmente.
A sequência dos acontecimentos passou a alimentar questionamentos sobre a rapidez das ações adotadas e sobre a eficácia das medidas emergenciais implementadas após a descoberta do problema.
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Para moradores e lideranças locais, a tragédia reforça a necessidade de esclarecimentos detalhados sobre o que foi feito entre a identificação do risco e o colapso da obra.
Gestão da obra entra na mira das críticas
Com o avanço da repercussão do caso, aumentou a pressão sobre os órgãos responsáveis por obras de infraestrutura no estado.
Sula Ximenes, à frente do Deracre, e Egleuson Santiago, ex-titular da Sehurb, passaram a ser alvo de críticas de moradores, lideranças políticas e usuários das redes sociais que cobram explicações sobre como uma obra milionária apresentou problemas estruturais em tão pouco tempo.
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Para críticos da gestão, o desabamento levanta dúvidas sobre os processos de acompanhamento técnico, fiscalização e controle de qualidade adotados durante a construção e após a entrega da ponte.
Embora ainda não exista laudo conclusivo apontando responsabilidades, a tragédia intensificou o debate sobre a condução administrativa dos órgãos envolvidos.
Obra era uma das principais vitrines do governo
A Ponte Frei Paolino Baldassari ocupava posição de destaque entre os investimentos de infraestrutura realizados no Acre nos últimos anos.
Com 232 metros de extensão, duas faixas para veículos e espaços destinados à circulação de pedestres, a estrutura foi apresentada como uma solução para melhorar a mobilidade urbana e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.
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Por isso, o colapso acabou gerando desgaste político significativo, principalmente para os gestores que participaram diretamente da condução dos projetos ligados à infraestrutura estadual.
A tragédia também ampliou a cobrança por transparência na divulgação de relatórios técnicos, inspeções e documentos relacionados à construção da ponte.
Investigação será decisiva
As atenções agora se voltam para os laudos periciais e para as investigações que deverão apontar as causas do desabamento.
Especialistas destacam que somente a conclusão das análises técnicas poderá indicar se houve falhas de projeto, execução, manutenção ou fiscalização.
A expectativa é que as investigações esclareçam não apenas o que levou à queda da ponte, mas também se houve falhas administrativas ou técnicas que poderiam ter evitado uma tragédia que deixou marcas profundas em Sena Madureira.
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