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“A pandemia não nos deteve e não vai ser o Barroso que vai nos parar”, diz enfermeiro Sandro em ato pela defesa do piso salarial da categoria

A decisão do magistrado gerou uma grande mobilização da categoria pelo Brasil.

  • Por AM POST

  • 09/09/2022 às 17:21

  • Atualizado em 09/09/2022 às 17:26

  • Leitura em três minutos

Redação AM POST

Após a suspensão do piso salarial da enfermagem, por decisão do Ministro Luís Roberto Barroso, Entidades do Fórum Nacional da Enfermagem designaram uma grande mobilização pelo Brasil. Em Manaus, o ato ocorreu na manhã desta sexta-feira (9) no Largo do de São Sebastião e caminhou até a Praça da Polícia, contando com a presença de mais de mil profissionais, entidades, estudantes e apoiadores da enfermagem.

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“A guerra não nos deteve, a pandemia não nos deteve e não vai ser o barroso que vai nos deter. Nós somos fortes, a enfermagem é forte, a enfermagem é indestrutível aqui na terra. Já vencemos várias guerras, estamos vencendo agora a pandemia e vamos vencer todas essas dificuldades agora”, enfatizou o Enfermeiro Sandro, atuante e que esteve a frente em diversos momentos pela conquista do piso salarial para a Enfermagem.

O caso começou a ser julgado no plenário virtual do Supremo nesta sexta-feira (9), em sessão marcada para durar até 16 de setembro. Até o momento, Barroso, que é o relator do tema, foi o único a votar.

No voto, Barroso voltou a afirmar que há risco de insolvência pelos estados e municípios, que empregam a grande maioria dos enfermeiros do serviço público. O ministro também justificou a decisão com o risco de demissões em massa e de redução de leitos com o encolhimento do quadro de enfermeiros e técnicos.

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Ele voltou a afirmar que a lei do piso foi aprovada e sancionada sem que Legislativo e Executivo tomassem providências para sua execução. Para o ministro, ambos os Poderes “teriam querido ter o bônus da benesse sem o ônus do aumento das próprias despesas, terceirizando a conta”.

Entenda
A lei que criou o piso salarial de enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras foi aprovado em 4 de maio pela Câmara dos Deputados, após passar pelo Senado. O valor estabelecido foi de R$ 4.750 para enfermeiros do setor público ou privado. Para técnicos, o valor corresponde a 70% do piso, enquanto auxiliares e parteiras tem direito a 50%, conforme o texto.

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No mesmo dia de aprovação da lei, o Congresso começou a apreciar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para inserir na Constituição a previsão do piso salarial para enfermeiros, a ser regulamentado por lei geral. A lei do piso da enfermagem foi enviada para sanção presidencial apenas após a aprovação da PEC, em julho.

De acordo com o grupo de trabalho que tratou do assunto na Câmara, o impacto da medida sobre o setor privado hospitalar é de R$ 10,5 bilhões, considerando as entidades com e sem fins lucrativos. A Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) estimou o impacto em R$ 6,3 bilhões sobre o setor filantrópico.

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No caso do setor público, o incremento financeiro necessário para cumprir os pisos foi estimado em R$ 4,4 bilhões ao ano para os municípios, R$ 1,3 bilhão ao ano para estados e R$ 53 milhões ao ano para a União.

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