A pedido de Plínio Valério, Senado aprova audiência pública sobre decreto de Lula que privatiza hidrovias da Amazônia
Plínio Valério tem criticado duramente o decreto. Para ele, a entrega das hidrovias amazônicas à iniciativa privada pode abrir espaço para o controle logístico.
- Foto: Agência Senado
Notícias do Amazonas – A Comissão de Infraestrutura do Senado aprovou, nesta terça-feira (16/9), um requerimento apresentado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM) para a realização de uma audiência pública que discutirá o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que inclui os rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Privatizações.
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O encontro deverá contar com a participação de representantes da Casa Civil, Ministério dos Transportes, Ministério de Portos e Aeroportos, Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Marinha e também de comunidades locais afetadas pela medida.
Plínio Valério tem criticado duramente o decreto. Para ele, a entrega das hidrovias amazônicas à iniciativa privada pode abrir espaço para o controle logístico por grandes grupos econômicos, como a JBS, ou até mesmo por interesses estrangeiros, como a China. O senador alerta que o impacto recairá sobre a população que depende dos rios para transporte e integração, sobretudo em função da ausência de alternativas terrestres como a BR-319, que continua sem trafegabilidade plena.
Segundo o parlamentar, a decisão do governo foi tomada sem debate público e sem ouvir as populações ribeirinhas diretamente afetadas. Ele afirma que a privatização pode encarecer custos para famílias, extrativistas, produtores locais e empresas da região, comprometendo tanto o orçamento doméstico quanto a competitividade da economia amazônica.
“É uma medida preocupante, que pode transformar a vida da população em um fardo ainda maior. Estamos falando de um direito à mobilidade e à integração regional”, afirmou Plínio.
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