Agentes da PF fazem buscas na sede do governo do Amazonas

Ação faz parte de uma fase da Operação Sangria que investiga fraudes e desvio de verbas na área da Saúde.

Redação AM POST

A Polícia Federal realiza na manhã desta quinta-feira (8) na sede do Governo do Amazonas, localizado a avenida Brasil, no bairro Compensa 1, Zona Oeste de Manaus, uma ação para investigar irregularidades na compra de respiradores para o tratamento de Covid-19, durante a pandemia.

A segunda fase da operação Sangria prendeu nesta manhã cinco pessoas, ligadas ao governo do Amazonas, investigadas na compra de respiradores para o tratamento de Covid-19, durante a pandemia.

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Entre os presos estão o ex-secretário de saúde do Amazonas, Rodrigo Tobias de Souza Lima e o empresário Luiz Carlos Avelino Junior, que é marido da ex-secretária de Comunicação do Amazonas Daniela Assayag. Além deles também foram alvos de mandado de prisão temporária Dayana Priscila Meija de Souza, Ronald Gonçalo Caldas Santos, e Gutemberg Leão Alencar.

O vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida (PTB), é um dos alvos da operação que investiga desvios em recursos da Saúde no estado. A operação da Polícia Federal, conta com apoio da Controladoria-Geral da União que foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Nesta segunda fase, as investigações apontam para o possível envolvimento de agentes públicos do Amazonas nas irregularidades investigadas, inclusive com indícios de recebimento de vantagens indevidas para direcionamento da escolha do fornecedor dos respiradores para tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus .

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Na ação, cinco mandados de prisão temporária e de 11 de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Manaus (AM). Entre as prisões decretadas estão a do ex-secretário de Saúde do estado, Rodrigo Tobias, e da ex-secretária executiva da pasta, Daiana de Souza. Há ainda outras três pessoas da cúpula do estado que não tiveram a identidade revelada.

Além de prisão e buscas, as medidas cautelares incluem o sequestro de bens e valores de seis investigados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e também por promover a dispensa de licitação fora das hipóteses previstas em lei.

“O Amazonas já recebeu cerca de R$ 546 milhões repassados pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) em 2020. Desse valor, R$ 168.756.854,49 são especificamente para combate à covid-19. A má aplicação desses recursos, em um momento tão delicado como o atual, é extremamente prejudicial para a sociedade, que já está sendo bastante afetada pelos efeitos da pandemia”, diz nota divulgada pela CGU.

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*Com informações da Agência Brasil