Amazonas deve ter estiagem severa neste ano semelhante a que aconteceu em 2010, diz Defesa Civil
Devido a gravidade o governo do estado decretou emergência ambiental e anuncia Operação Estiagem 2023.
- Foto: Reprodução
A estiagem deste ano no Amazonas deve ser uma das mais severa e prolongada parecida com a que aconteceu em 2010, conforme informou o secretário da Defesa Civil, coronel Francisco Ferreira Máximo Filho, em coletiva de imprensa do Governo Estado nesta terça-feira (12) que apresentou o plano de ação para a Operação Estiagem 2023.
PUBLICIDADE
O Amazonas tem 10 desastres que são mais recorrentes entre eles destaca-se o de inundação e estiagem, por ambos correspondem a 65% e 22,54%, respectivamente.
“Só tivemos duas estiagens de moderada a severa nos anos de 2005 e 2010. Quando falamos de inundação o período mais crítico acontece no mês de maio, na estiagem o auge acontece em outubro, estamos acompanhando diariamente a evolução da vazante dos rios e ela nos remete ao entendimento que há uma semelhança muito grande com apenas esses dois anos que corresponde a série histórica. Então estamos falando que temos uma probabilidade muito alta de termos esse ano em outubro um estiagem de moderada a severa, muito semelhante a que aconteceu em 2010”, disse.
Essa situação preocupante é resultado da influência do fenômeno climático El Niño, que inibe formação de nuvens de chuva, a estiagem deste ano seja prolongada e mais intensa, se comparada a anos anteriores.
Segundo levantamento realizado pela Defesa Civil do Amazonas, por meio do Centro de Monitoramento e Alerta (Cemoa), quatro municípios já se encontram em situação de emergência. São eles: Benjamin Constant e São Paulo de Olivença, na calha do Alto Solimões, Envira e Itamarati, na calha do Juruá. Outras 15 cidades estão em situação de alerta e 13 em estado de atenção.
Os efeitos da seca no Amazonas são bem conhecidos. A diminuição do volume dos rios, como o rio Negro e o rio Solimões, afeta diretamente a vida da população local, principalmente daqueles que dependem da pesca e do transporte fluvial. Além disso, a falta de água potável e o desabastecimento de alimentos são consequências graves dessa situação.
PUBLICIDADE
Situação de Emergência
O governador Wilson Lima assinou, nesta terça-feira (12/09), decreto de Situação de Emergência Ambiental em municípios das regiões Sul do Amazonas e Metropolitana de Manaus e apresentou o plano de ação estadual para a Operação Estiagem 2023. As ações têm estimativa de investimentos de R$ 100 milhões e vão envolver cerca de 30 órgãos da administração direta e indireta do Governo do Estado.
A Situação de Emergência Ambiental abrange áreas que estão sob o impacto negativo do desmatamento ilegal e queimadas não autorizadas, incluindo os municípios de Apuí, Novo Aripuanã, Manicoré, Humaitá, Canutama, Lábrea, Boca do Acre, Tapauá e Maués, no sul do estado; e Iranduba, Novo Airão, Careiro da Várzea, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Presidente Figueiredo, Manacapuru, Careiro Castanho, Autazes, Silves, Itapiranga, Manaquiri e a própria capital, na Região Metropolitana de Manaus.
Diante desse panorama desafiador, o plano de ação da Operação Estiagem 2023 tem como objetivo minimizar os impactos da seca e garantir a assistência necessária às comunidades afetadas. O governo do Amazonas pretende adotar medidas de curto, médio e longo prazo para lidar com a situação.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






