Amazonas e mais quatro estados registram alta nos casos graves de doenças respiratórias
Nas capitais, a situação também preocupa em Belém (PA), Boa Vista (RR), Goiânia (GO), João Pessoa (PB) e Manaus (AM).
- Foto: Agência Brasil
Notícias do Amazonas – A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta quinta-feira (2) um novo boletim InfoGripe que aponta aumento de casos graves de doenças respiratórias em ao menos oito estados brasileiros. O levantamento, referente à Semana Epidemiológica 39 (21 a 27 de setembro de 2025), mostra que Covid-19 e Influenza A estão entre os principais responsáveis pelo crescimento de internações e óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
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Entre os estados em alerta, estão Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso e Goiás, todos com tendência de crescimento sustentado de casos graves nas últimas seis semanas.
Nas capitais, a situação também preocupa em Belém (PA), Boa Vista (RR), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Manaus (AM) e Porto Alegre (RS), onde há sinais de crescimento contínuo da SRAG.
Causas do aumento
De acordo com a Fiocruz, a Covid-19 continua sendo a principal causa de óbitos por SRAG nas últimas quatro semanas, respondendo por 50,9% das mortes. Outros vírus também têm impacto relevante:
Rinovírus: 25,7%
Influenza A: 15,8%
Vírus Sincicial Respiratório (VSR): 5%
Influenza B: 1,8%
No Distrito Federal e em Goiás, a Influenza A tem causado aumento de internações em todas as faixas etárias, configurando uma segunda onda de circulação atípica para este período do ano.
Situação no Brasil
Apesar da tendência geral de estabilidade nacional, regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste apresentam crescimento preocupante, principalmente entre crianças pequenas e idosos.
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A pesquisadora Tatiana Portella, responsável pelo boletim, reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção.
“Pedimos que pessoas, especialmente aquelas dos grupos de risco, verifiquem se estão com a vacinação em dia. Em caso de sintomas gripais, o ideal é o isolamento ou o uso de máscaras do tipo N95 ou PFF2”, destacou.
Dados de 2025
No acumulado deste ano, já foram registrados 184.931 casos de SRAG, sendo que 53% (97.956) testaram positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos confirmados, o VSR lidera (42,7%), seguido por rinovírus (27,1%), Influenza A (23,5%), Covid-19 (7,7%) e Influenza B (1,2%).
O número de óbitos por SRAG em 2025 chegou a 11.161, dos quais 51,9% tiveram diagnóstico confirmado. A maior letalidade foi causada pela Influenza A (51%), seguida por Covid-19 (22,4%), rinovírus (13,9%), VSR (11,9%) e Influenza B (1,8%).
Estados e capitais em atenção
Além do Amazonas e dos estados já citados, também foram identificados sinais de alta em Maranhão, Minas Gerais, Pará e Piauí. No recorte das capitais, o boletim aponta crescimento expressivo em Brasília, Florianópolis, São Luís e Teresina.
No Amazonas, Maranhão, Pará, Piauí e Espírito Santo, o rinovírus tem sido o principal agente entre crianças e adolescentes. Já o VSR afeta principalmente crianças de até dois anos no Amazonas. No Espírito Santo, o metapneumovírus também tem contribuído para o aumento de casos.
Grupos mais afetados
O boletim reforça que crianças pequenas seguem como as mais impactadas pela incidência de SRAG, enquanto os idosos concentram a maior parte das mortes. A Influenza A e a Covid-19 permanecem como os vírus mais letais para essa população.
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