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Amazonas está preparado para enfrentar outra temporada de queimadas com a chegada do El Niño? Especialistas respondem

Especialistas analisam os riscos do novo El Niño, os impactos esperados para o Amazonas e as ações adotadas pelo Estado para enfrentar a estiagem.

Por Natan AMPOST

16/07/2026 às 18:05

  • A confirmação de um novo episódio de El Niño aumenta o alerta para uma temporada de queimadas mais intensa no Amazonas, com alta probabilidade de forte intensidade e duração prevista até o início de 2027.
  • Órgãos do estado estão integrados na Operação Tamoiotatá, com atuação do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, IPAAM, SEMA e outras frentes, além de brigadas e bases fixas nos municípios com maiores índices de incêndios.
  • O Corpo de Bombeiros afirma estar preparado, com reforço de materiais, viaturas e pessoal, além de treinamento de brigadistas civis; equipes também fazem monitoramento para reduzir impactos como a fumaça.
  • A fumaça das queimadas pode piorar problemas respiratórios (asma, rinite, DPOC) e trazer efeitos agudos e crônicos à saúde, além de afetar a qualidade do ar em Manaus e no interior.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Notícias do Amazonas – A confirmação de um novo episódio do El Niño reacendeu uma preocupação que ainda está viva na memória dos amazonenses. Em 2023 e 2024, o estado enfrentou uma das piores temporadas de estiagem da história recente, marcada por incêndios florestais, rios em níveis críticos e uma intensa fumaça que encobriu Manaus durante semanas.

Agora, com as projeções indicando que o fenômeno climático poderá permanecer ativo até o início de 2027 e alcançar forte intensidade, surge novamente a pergunta: o Amazonas está realmente preparado para enfrentar uma nova temporada de queimadas?

A resposta dos órgãos responsáveis é positiva. Segundo representantes do sistema estadual de monitoramento ambiental e do Corpo de Bombeiros, houve ampliação da estrutura de prevenção e combate aos incêndios florestais.

Entretanto, especialistas lembram que, embora o preparo operacional tenha evoluído, a severidade da temporada dependerá também das condições climáticas, da quantidade de queimadas ilegais e do comportamento da atmosfera durante os meses mais secos do ano.

O que muda com o retorno do El Niño?

O El Niño é um fenômeno provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial.

Embora aconteça a milhares de quilômetros da Amazônia, seus efeitos são sentidos diretamente na região Norte do Brasil.

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Entre os principais impactos esperados estão:

  • aumento das temperaturas;
  • redução das chuvas;
  • queda da umidade relativa do ar;
  • vegetação mais seca;
  • maior facilidade para propagação do fogo.

Na prática, qualquer foco de incêndio encontra condições muito mais favoráveis para se espalhar rapidamente.

Foi exatamente esse cenário que levou Manaus a enfrentar dias consecutivos de fumaça intensa nos últimos anos.

Como o Estado está se preparando para combater os incêndios?

A coordenadora do Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CEMAAP), Priscila Carvalho, explica que o Amazonas conta atualmente com uma atuação integrada entre diversos órgãos estaduais por meio da Operação Tamoiotatá.

Leia mais: Amazonas intensifica preparação para seca severa e alerta para impactos do El Niño no segundo semestre

Segundo ela, a estratégia envolve ações preventivas e de resposta rápida durante todo o período mais crítico.

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A ação conjunta que nós temos com o Corpo de Bombeiros é uma operação chamada Tamoiotatá, em que há o envolvimento de vários órgãos estaduais, entre eles Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, IPAAM, Sema e Polícia Civil. A partir dessa operação, o Corpo de Bombeiros também desenvolve outra operação paralela voltada especificamente para o combate aos incêndios florestais. Hoje já existem brigadas distribuídas ao longo de todo o Amazonas, em diversos municípios, com bases e estações fixas. Eles têm, sim, se preparado para esse momento e de forma mais incisiva para enfrentar o que vamos viver neste ano”, afirmou.

A integração entre monitoramento por satélite, fiscalização ambiental e equipes terrestres busca reduzir o tempo de resposta às ocorrências, principalmente nos municípios historicamente mais afetados.

O Corpo de Bombeiros diz que o Amazonas está preparado?

Para o tenente-coronel Ferreira, coordenador da Operação Amazonas Mais Verde, o Estado chega mais estruturado do que nos anos anteriores.

Segundo ele, houve expansão da presença operacional no interior do Amazonas.

“Sim, o Amazonas está preparado. O Corpo de Bombeiros, que é o órgão responsável pelo combate aos incêndios, está em um projeto de expansão. Nós estabelecemos bases fixas nos principais municípios que possuem altos índices de incêndios florestais. Também reforçamos materiais, viaturas e efetivo. Além disso, estamos treinando brigadistas civis para atuar em reforço durante as operações.”

O oficial destaca que a estratégia atual busca descentralizar o combate aos incêndios, permitindo que as equipes estejam posicionadas mais próximas das áreas críticas antes mesmo do aumento das ocorrências.

Por que o El Niño aumenta tanto o risco de queimadas?

Ferreira explica que o fenômeno altera diretamente as condições climáticas da Amazônia.

O fenômeno El Niño é resultado da elevação da temperatura em uma determinada região do Oceano Pacífico. Essa alteração provoca consequências em diversas partes do mundo. Aqui para nós, ela causa aumento da temperatura e redução da umidade. O ambiente fica mais quente, mais seco e muito mais propício para a ocorrência de incêndios florestais. Além disso, o período quente permanece por mais tempo.

Na prática, isso significa que pequenas queimadas podem evoluir rapidamente para incêndios de grandes proporções.

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Manaus pode voltar a enfrentar período de fumaça?

A fumaça que tomou conta da capital amazonense nos últimos anos tornou-se um dos principais símbolos da crise ambiental enfrentada pelo estado.

Escolas suspenderam atividades, voos sofreram alterações, atendimentos médicos aumentaram e milhares de moradores relataram dificuldades para respirar.

Segundo o tenente-coronel Ferreira, esse cenário pode voltar a ocorrer, embora existam fatores atmosféricos que influenciam diretamente a permanência da fumaça sobre Manaus.

A presença da fumaça em Manaus depende também de fatores atmosféricos. Se estivermos com poucos ventos, a tendência é que ela permaneça por mais tempo. Existem ainda massas de ar superiores que podem fazer essa fumaça ficar enclausurada sobre a cidade. Em muitos casos, os ventos trazem fumaça produzida em outras regiões, não necessariamente de incêndios ocorridos na capital.

O militar lembra que o Corpo de Bombeiros iniciou, ainda em 1º de junho, a fase operacional da Operação Amazonas Mais Verde.

“Nós já estamos com equipes atuando principalmente no interior, nos municípios que historicamente apresentam maior incidência de incêndios florestais.”

Quais os riscos da fumaça para a saúde?

Além dos impactos ambientais, a fumaça representa uma ameaça direta à saúde da população.

O pneumologista Gilson Martins afirma que crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias estão entre os grupos mais vulneráveis.

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A fumaça das queimadas que ocorre durante o verão amazônico pode provocar piora ou até agravar sintomas respiratórios. Ela causa irritação nos olhos, tosse, piora da rinite, descompensa a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e a asma.

Segundo o especialista, os efeitos não se limitam ao sistema respiratório.

Também existem efeitos crônicos. Há estudos correlacionando a exposição repetida à fumaça das queimadas com doenças cardiovasculares e problemas cerebrais. Quanto maior e mais frequente for essa exposição, maiores são os riscos para o organismo.”

O que será determinante para evitar uma nova crise?

Embora os órgãos estaduais afirmem que houve reforço estrutural em relação aos anos anteriores, especialistas destacam que a eficiência da resposta dependerá de diversos fatores.

Entre eles estão:

  • intensidade do El Niño;
  • volume de chuvas durante a estação seca;
  • quantidade de queimadas provocadas pela ação humana;
  • velocidade na identificação dos focos de calor;
  • resposta rápida das brigadas de combate.

Ou seja, possuir mais equipes e equipamentos representa um avanço importante, mas não elimina os riscos de uma temporada severa caso as condições climáticas sejam extremas.

O desafio vai além do combate ao fogo

A experiência dos últimos anos mostrou que as queimadas não afetam apenas áreas de floresta.

Quando a fumaça alcança Manaus, os impactos atingem hospitais, escolas, aeroportos, o comércio e a rotina de milhões de pessoas. Por isso, especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a medida mais eficaz.

Com um novo El Niño em formação e previsões de calor acima da média, os próximos meses serão decisivos para avaliar se a estrutura montada pelo Amazonas será suficiente para evitar que o estado volte a enfrentar uma crise ambiental semelhante à registrada nas últimas temporadas.

 

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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