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Amazonas intensifica preparação para seca severa e alerta para impactos do El Niño no segundo semestre

Governo reforça monitoramento, amplia ações preventivas e mobiliza municípios diante da possibilidade de uma estiagem semelhante à registrada em 2023.

Por Natan AMPOST

17/06/2026 às 16:29

Resumo 

O Governo do Amazonas intensificou as ações de preparação para a estiagem de 2026 diante da alta probabilidade de formação do fenômeno El Niño. A Defesa Civil alerta para riscos de redução das chuvas, queda dos níveis dos rios, isolamento de comunidades, dificuldades no transporte fluvial e aumento dos incêndios florestais. O estado já decretou emergência climática preventiva por 180 dias e ampliou a estrutura de combate às queimadas no interior.

Notícias do Amazonas – O Governo do Amazonas ampliou as ações de prevenção e resposta diante da previsão de uma estiagem severa no segundo semestre de 2026. A preocupação das autoridades está relacionada à possibilidade de formação do fenômeno El Niño, que pode provocar redução significativa das chuvas na região amazônica e repetir ou até ampliar os impactos observados durante a seca histórica registrada em 2023.

O tema foi discutido nesta quarta-feira (17), durante reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos. O encontro reuniu representantes de diversos órgãos estaduais para avaliar cenários climáticos e definir estratégias de atuação voltadas à proteção das populações mais vulneráveis.

Durante a reunião, o governador Roberto Cidade afirmou que o estado está adotando medidas antecipadas para minimizar os impactos da estiagem e garantir assistência às comunidades que dependem dos rios para deslocamento e acesso a serviços essenciais.

Segundo ele, a preparação antecipada busca reduzir os prejuízos causados pelo fenômeno climático, especialmente em municípios do interior que historicamente enfrentam dificuldades durante períodos de vazante extrema.

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El Niño preocupa autoridades e pode se estender até 2027

A preocupação do governo estadual ganhou força após a divulgação de projeções da Organização Meteorológica Mundial (OMM), que apontam condições favoráveis para o desenvolvimento de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo semestre de 2026.

As estimativas indicam uma probabilidade superior a 80% de consolidação do fenômeno climático, com possibilidade de permanência até 2027.

Leia mais: Governador Roberto Cidade antecipa 13º salário e injeta R$ 1,4 bilhão na economia do Amazonas

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Embora ocorra distante da Amazônia, seus efeitos influenciam diretamente os padrões climáticos da região, provocando redução das chuvas, aumento das temperaturas e prolongamento dos períodos de estiagem.

Especialistas alertam que esses fatores podem gerar impactos significativos sobre os recursos hídricos, a biodiversidade, a economia regional e a qualidade de vida da população.

Estado de emergência foi decretado de forma preventiva

Como parte das medidas de preparação, o Governo do Amazonas decretou, em 11 de junho, Estado de Emergência Climática e Ambiental em caráter preventivo pelo período de 180 dias.

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A medida tem como objetivo acelerar ações de planejamento, prevenção e mitigação dos possíveis efeitos da seca severa. O decreto também facilita a mobilização de recursos e o alinhamento entre órgãos estaduais, prefeituras e instituições parceiras.

Além disso, o governo determinou a ampliação do diálogo com os municípios amazonenses, especialmente aqueles considerados mais suscetíveis aos impactos da estiagem.

A expectativa é reunir prefeitos e secretários municipais de Defesa Civil para apresentar projeções atualizadas e definir estratégias conjuntas de enfrentamento da crise climática.

Queda dos rios pode comprometer transporte e abastecimento

Entre as principais preocupações das autoridades está a redução dos níveis dos rios, considerada uma das consequências mais graves da estiagem na Amazônia.

Os modelos climáticos indicam que a diminuição das chuvas poderá comprometer a navegabilidade em diversas regiões do estado, dificultando o transporte de passageiros, alimentos, medicamentos, combustíveis e mercadorias.

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O cenário também aumenta o risco de isolamento de comunidades ribeirinhas que dependem exclusivamente dos rios para acessar serviços públicos, atendimento médico e abastecimento.

A Defesa Civil informou que mantém monitoramento permanente dos indicadores hidrológicos e meteorológicos para antecipar respostas e reduzir impactos sobre a população.

Ampliação da estrutura de combate aos incêndios florestais

Outro desafio previsto para os próximos meses é o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais.

A combinação entre altas temperaturas, baixa umidade do ar, escassez de chuvas e vegetação ressecada cria condições favoráveis para a propagação rápida do fogo.

Para fortalecer a capacidade de resposta, o Governo do Amazonas lançou recentemente a operação Amazonas + Verde e ampliou a estrutura operacional do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).

Entre maio de 2025 e maio de 2026, o número de municípios atendidos por bases permanentes da corporação passou de 11 para 24 cidades, representando crescimento de 118%.

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A expansão incluiu a inauguração de uma nova unidade em Manicoré e o reforço das equipes especializadas que atuarão em ações preventivas e de combate aos incêndios.

Segundo o comando da corporação, cerca de 812 profissionais, entre bombeiros militares, brigadistas e servidores municipais, deverão ser mobilizados durante o período crítico.

Monitoramento ambiental e orientações à população

Paralelamente às ações de prevenção, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) ampliou os mecanismos de monitoramento climático e de qualidade do ar.

A pasta trabalha em conjunto com o Corpo de Bombeiros, municípios e órgãos federais para desenvolver ações integradas de combate aos incêndios florestais e ao desmatamento ilegal.

As autoridades orientam a população a evitar queimadas para limpeza de terrenos, utilizar a água de forma consciente, manter estoques básicos de alimentos e medicamentos e acompanhar os comunicados oficiais.

Moradores de áreas mais vulneráveis também devem avaliar medidas preventivas para garantir acesso a serviços essenciais durante os períodos de maior dificuldade logística.

Com a possibilidade de um novo evento climático extremo nos próximos meses, o Amazonas busca antecipar respostas e fortalecer sua capacidade de atuação para reduzir impactos sociais, econômicos e ambientais provocados pela estiagem.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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