Amazonas na COP-30: Vergonha, Descaso e ONGueiros Mandando
Autoridades apresentam políticas ambientais enquanto população amazônica continua em extrema vulnerabilidade

Amazonas na COP-30: Vergonha, Descaso e ONGueiros Mandando – Foto: reprodução do Instagram
Notícias do Amazonas – O Amazonas chega à COP-30 cercado de críticas pelo que muitos chamam de descaso histórico com sua população. Apesar de preservar 97% da floresta, o estado enfrenta sérios problemas sociais: cerca de 60% de sua população vive em insegurança alimentar, com acesso limitado a infraestrutura básica, internet e crédito, enquanto políticas ambientais são usadas mais como vitrine internacional do que como instrumentos de transformação social.
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Bolsa Floresta: programa simbólico ou marketing internacional?
O programa Bolsa Floresta, recentemente rebatizado de Guardião da Floresta, é apontado como exemplo desse paradoxo. Criado há 15 anos, oferecia R$ 50 mensais às famílias que preservam a floresta, um valor simbólico que nunca acompanhou a inflação ou melhorou efetivamente a vida das comunidades locais. Enquanto isso, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) acumulou meio bilhão de reais em recursos, recebendo apenas em 2025 mais R$ 78 milhões do banco alemão KfW. Críticos questionam por que os pagamentos não são feitos diretamente às famílias, mas via ONG, reforçando a sensação de que o Amazonas funciona mais como cartão-postal ambiental do que como território de oportunidades reais.
Políticas ambientais conduzidas por gestores externos
Desde 2003, a política ambiental do estado é criticada por ser conduzida majoritariamente por gestores externos, com a conivência de governadores sucessivos. Essa relação mantém o estado travado economicamente, enquanto populações tradicionais, indígenas e ribeirinhas permanecem em condições de pobreza e dependência de programas insuficientes.
O que o Amazonas realmente precisa
Segundo o Portal Jornal do Comercio, especialistas e ex-servidores apontam que o Amazonas não precisa de programas de marketing internacional, mas de políticas que gerem dignidade: acesso à energia, internet, crédito rural, infraestrutura, assistência técnica e oportunidades econômicas sustentáveis para quem vive na floresta. A crítica central é que o estado mantém uma política de exibição ambiental enquanto ignora a realidade de seus habitantes, um paradoxo que continua sendo questionado na COP-30.
Por: Mayara Leite – Redatora Seo On
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