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Amazonas registra 114 casos da Doença da ‘Urina Preta’, aponta boletim da FVS-RCP

O detalhamento da quantidade de casos compatíveis notificados nos municípios está disponível no boletim.

Por Hugo Guimarães

29/08/2023 às 13:41 - Atualizado em 29/08/2023 às 15:33

  • O primeiro boletim epidemiológico ampliado da Doença de Haff no Amazonas registrou 114 casos compatíveis entre julho de 2022 e julho de 2023, distribuídos em dez municípios.
  • A maioria dos casos está relacionada ao consumo de peixes como pacu e tambaqui, com sintomas como mialgia, fraqueza muscular, dor no tórax, náuseas e dores abdominais, sendo que 81% consumiram o pescado em casa.
  • A investigação dos casos é dificultada pela falta de amostras dos peixes consumidos, pois muitas vezes o alimento é totalmente ingerido ou descartado antes da manifestação dos sintomas.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), divulgou, nesta terça-feira (29), o primeiro boletim epidemiológico ampliado da Doença de Haff no Amazonas, conhecida popularmente como “doença da urina preta”. O documento compreende o período de 1º de julho de 2022 até 31 de julho de 2023 e está disponível no site da FVS-RCP, no endereço.

Para identificação dos casos, o boletim apresenta o conceito de “caso compatível com Doença de Haff”, considerando indivíduo com consumo de pescados nas 24 horas anteriores ao aparecimento de sinais e sintomas de rabdomiólise, síndrome decorrente da lesão muscular.

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Conforme o boletim, foram 114 casos compatíveis com a Doença de Haff, no período analisado, distribuídos entre dez municípios do Amazonas: Boa Vista do Ramos, Borba, Careiro da Várzea, Itacoatiara, Itapiranga, Manaus, Manacapuru, Nova Olinda do Norte, Parintins e Urucurituba. O detalhamento da quantidade de casos compatíveis notificados nos municípios está disponível no boletim.

Entre os casos compatíveis, 17% apresentavam, pelo menos, um fator de risco, como hipertensão e diabetes mellitus. Os indivíduos dos casos compatíveis tinham consumido pescados, como pacu e tambaqui, e apresentaram mialgia, fraqueza muscular, dor no tórax, náuseas, dores no abdômen e na cervical. O boletim destaca, ainda, que 81% do pescado foi consumido na residência dos casos compatíveis, sendo que 44% desses casos tinham consumido o peixe após preparo cozido.

“A investigação dos casos compatíveis de Doença de Haff segue critérios rigorosos, porque a rabdomiólise pode ter diferentes causas além da ingestão de peixes. É uma síndrome que não tem causa ainda a ser esclarecida”, destaca a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim.

Ainda conforme o boletim, entre os casos compatíveis, foi observado histórico de consumo de tipos de peixes adquiridos em diferentes estabelecimentos. “O peixe é um alimento muito consumido pela população amazonense. Há registro de pacientes de casos compatíveis investigados que não souberam relatar o estabelecimento ou fornecedor do peixe consumido, o que dificulta o rastreio e a investigação sobre a origem e o transporte dos peixes comercializados”, afirma Tatyana.

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Investigação

Os casos notificados foram investigados pelas equipes de vigilância epidemiológica municipais com o apoio de técnicos do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Amazonas (CIEVS-AM), integrante da FVS-RCP. Conforme Nota Técnica nº 52/2021, do Ministério da Saúde, para a investigação, as amostras de pescado são coletadas para identificar se o alimento é suspeito de causar os sinais e sintomas.

As amostras devem ser acondicionadas em gelo seco e encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), na FVS-RCP. Roberta Lima Danielli, técnica do CIEVS-AM na FVS-RCP, acrescenta que a coleta do alimento suspeito é um fator limitante para a investigação.

“Na maioria dos casos, o peixe é totalmente consumido ou descartado após o consumo e antes do aparecimento dos sintomas, dificultando a obtenção da amostra”, destaca a técnica.

Redação AM POST

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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