Amazonas registra queda de quase 40% nos casos de vírus respiratórios em 2025
Redução nos casos e óbitos por SRAG é atribuída à integração entre vigilância e assistência.

Divulgação
Notícias do Amazonas – A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), por meio da Fundação de Vigilância em Saúde – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), divulgou nesta segunda-feira (14/07) o Informe Epidemiológico de Vírus Respiratórios com dados atualizados até 12 de julho de 2025. O levantamento revela uma queda significativa nos casos e mortes causadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada a vírus respiratórios no estado.
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De acordo com o relatório, foram notificados 822 casos de SRAG por vírus respiratórios neste ano, o que representa uma redução de 39,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 1.356 casos. Também houve queda de 24,1% no número de óbitos: foram confirmadas 44 mortes em 2025, ante 58 no ano anterior.
Entre os casos fatais deste ano, 20 foram causados por Covid-19, 18 por influenza A, três por rinovírus, dois por influenza B e um por parainfluenza. Os dados refletem a eficácia de ações conjuntas entre vigilância epidemiológica e rede de assistência hospitalar, que inclui 17 unidades estaduais de referência.
A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, destacou que medidas como a triagem de sintomáticos respiratórios, testagens rápidas, exames laboratoriais, tratamento adequado e o programa “Alta Oportuna” têm sido fundamentais no controle dos casos. Este último programa entrega medicamentos e orientações aos pais no momento da alta de crianças com sintomas, reduzindo a necessidade de retorno às unidades de saúde.
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O relatório também aponta que, nas últimas três semanas, a faixa etária mais atingida por vírus respiratórios foi a de menores de 1 ano (52%), seguida por crianças de 1 a 4 anos (26%) e idosos com 60 anos ou mais (9%).
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O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-AM) identificou o rinovírus como o mais comum nas últimas três semanas (53,8%), seguido pelo Vírus Sincicial Respiratório (37%) e influenza A (7,8%).
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, reforça a importância de medidas preventivas simples como a higienização das mãos, etiqueta respiratória, uso de máscaras e a vacinação contra Influenza e Covid-19. A orientação é que casos leves de síndromes gripais sejam encaminhados inicialmente para as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e, nos casos mais graves, para atendimento hospitalar.
O informe completo está disponível no site da FVS-RCP: www.fvs.am.gov.br.
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