Ao vivo, presidente de Câmara do TJAM reclama de sistema e cogita deixar presidência
O magistrado afirmou que cobrará providências imediatas e deixou claro que não aceita continuar presidindo sessões sob esse nível de desgaste.
- Foto: reprodução
Resumo
Durante uma sessão virtual do TJAM, o desembargador Cláudio Roessing fez um desabafo público sobre falhas recorrentes no sistema e problemas na secretaria, afirmou que há prejuízo às partes e admitiu a possibilidade de deixar a presidência da Primeira Câmara Cível caso a situação não seja corrigida.
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Notícias do Amazonas – O desembargador Cláudio Roessing, presidente da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), manifestou publicamente insatisfação com falhas técnicas e problemas de comunicação durante uma sessão virtual, ao relatar estresse e dificuldades para conduzir os trabalhos. Segundo ele, a continuidade do cenário pode levá-lo a deixar a presidência do colegiado.
O episódio ocorreu durante o julgamento de um processo em que uma advogada não conseguiu participar da sessão por não ter recebido o link de acesso. Conforme esclarecido no próprio plenário virtual, a secretaria considerou o processo como adiado e, por isso, não enviou o link, apesar de a intimação ter sido regularmente publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE).
Solução improvisada para manter julgamento
Diante da ausência da defesa, foi sugerido que o desembargador Pascarelli realizasse a leitura do próprio voto como alternativa para dar andamento parcial ao julgamento, com a retomada posterior do processo, já com a participação da advogada impedida naquele momento.
Ao comentar a situação, Roessing afirmou que o adiamento não estava justificado e reconheceu prejuízo às partes. Ele pediu desculpas aos advogados e participantes da sessão e destacou que enfrenta, de forma recorrente, dificuldades relacionadas tanto a limitações do sistema quanto a falhas da secretaria em acompanhar a dinâmica de trabalho da Câmara.
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Possibilidade de deixar a presidência
O magistrado afirmou que cobrará providências imediatas e deixou claro que não aceita continuar presidindo sessões sob esse nível de desgaste. Caso não haja mudanças, admitiu a possibilidade de deixar a presidência da Primeira Câmara Cível.
Sessão seguiu após envio do link
Apesar do impasse, a sessão prosseguiu com a análise de outros processos. Ao final, a secretaria conseguiu encaminhar o link à advogada, que ingressou na sessão virtual, permitindo a continuidade regular do julgamento.
Mesmo com o desfecho, o episódio chamou atenção por expor publicamente dificuldades operacionais nas sessões virtuais do TJAM e reforçar críticas já feitas por advogados sobre falhas técnicas e de comunicação no Judiciário do Amazonas.
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