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Apesar de nível do Rio Negro subir, seca ainda não terminou no Amazonas

Para que haja uma recuperação significativa dos níveis do rio, são necessárias chuvas mais consistentes.

Por Hugo Guimarães

18/10/2024 às 07:28

Foto: Bruno Kelly/Reuters

Notícias do Amazonas – A cota do Rio Negro atingiu 12,25 metros nesta quinta-feira (17), na capital do Amazonas, Manaus. Apesar da elevação no nível das águas, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) alerta que isso ainda não significa o fim da estiagem que assola a região. Para que haja uma recuperação significativa dos níveis do rio, são necessárias chuvas mais consistentes e distribuídas por toda a bacia do Rio Negro, desde as cabeceiras até as áreas centrais e a foz.

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Segundo Marcus Suassuna, pesquisador em Geociências do SGB, as precipitações na região continuam abaixo da média esperada para este período. Ele explica que as chuvas vêm ocorrendo de maneira intermitente, com algumas semanas de maior intensidade seguidas por outras de pouca ou nenhuma chuva. Essa irregularidade acaba refletindo no comportamento do Rio Negro, que tem registrado elevações modestas em seu nível, o que sugere que a cheia não está consolidada e que há a possibilidade de estabilização temporária ou até uma nova queda.

“A estação chuvosa vem acontecendo de uma forma com semanas com um pouco mais de chuvas e outras semanas com menos chuva. Essa forma intermitente faz com que o nível do rio, no final do período de seca, ainda se eleve de forma modesta, com pequenas subidas e possibilidade de estabilização”, afirmou Suassuna, indicando que as condições climáticas seguem desafiadoras para a região.

Esse cenário remete ao fenômeno conhecido como “repiquete”, que já ocorreu em anos anteriores. Em 2022, por exemplo, o Rio Negro começou a encher em 28 de outubro, mas voltou a apresentar queda no nível das águas em 8 de novembro. Esse fenômeno é comum durante os períodos de transição entre a seca e a cheia no Amazonas, marcado por oscilações no nível do rio que enganam quanto ao fim definitivo da estiagem.

A seca deste ano, no entanto, já é considerada a mais severa da história. No dia 9 de outubro, o Rio Negro atingiu o nível mais baixo registrado até o momento: 12,11 metros. Esse dado é especialmente preocupante, já que a baixa histórica anterior havia sido registrada em 2010, quando o rio chegou a 13,63 metros. A magnitude dessa seca tem causado sérios impactos na vida das populações ribeirinhas e na economia local, principalmente no transporte fluvial e nas atividades de pesca, que dependem diretamente dos níveis do rio.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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