Após 3 anos, inquérito sobre construção de muro em mansão de Amazonino Mendes segue sem resposta no AM
Investigação foi instaurada para apurar possíveis irregularidades e o provável favorecimento na construção do muro na casa do cacique.
Redação AM POST*
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Depois de três anos, segue sem conclusão o inquérito civil nº 039.2018.00531, que investiga indícios de improbidade administrativa envolvendo a construção de um muro de arrimo em uma propriedade do ex-governador Amazonino Mendes, que atualmente é candidato ao governo do Amazonas.
Assinado pelo promotor de Justiça Edgard Maia de Albuquerque Rocha, o inquérito foi publicado no dia 2 de abril de 2019, no Diário Oficial do Ministério Público do Amazonas (MP-AM). Em 9 de junho de 2021 ele foi prorrogado por mais um ano, porém, o prazo já expirou e não houve conclusão do caso.
“Renovar o prazo do Inquérito Civil nº 06.2018.00002002-2, por um ano, para dar continuidade à investigação que apura possível ato de improbidade administrativa decorrente de construção de muro de arrimo na propriedade do ex-governador Amazonino Mendes, pela Construtora MCW Construções, Comércio e Terraplanagem”, diz trecho da portaria de prorrogação.
Investigação
O inquérito foi aberto em 2018 com a intenção de apurar possíveis irregularidades e o provável favorecimento na construção do muro na casa do então governador Amazonino Mendes. Isso porque, a Construtora MCW Construções, Comércio e Terraplanagem segundo as informações da denúncia feita ao MP, também tinha outros contratos milionários com o Governo do Estado.
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Conforme notícias veiculadas na época, os contratos eram milionários. Em apenas um, o governo estadual teria pago cerca de R$15 milhões. Em outro, segundo informações divulgadas pela Assembleia Legislativa na época, a empresa teria recebido mais de R$ 7,3 milhões.
Impactos ambientais
A irregularidade na construção do muro na casa do governador à época também foi levada ao Ministério Público Federal (MPF), que diferente da ação no MPE, abriu procedimento para apurar os impactos ambientais causados pela construção. A ação ocorreu após denúncia feita pelo ex-deputado estadual Platiny Soares (PSB), na época dos fatos.
*Com informações dos sites Amazônia Plural e O Convergente
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