Após apreensão de 3 toneladas de carne clandestina, MP-AM cobra explicações da Prefeita de Nhamundá sobre abatedouro
Carga sem documentação sanitária foi transportada em veículo ligado ao município e levou o MP a convocar reunião com Marina Pandolfo.
- Foto: reprodução
Resumo
A apreensão de aproximadamente 3 toneladas de carne bovina sem comprovação sanitária em Nhamundá levou o Ministério Público do Amazonas (MPAM) a convocar uma reunião com a prefeita Marina Pandolfo. O caso envolve um veículo vinculado à prefeitura e pode impactar a continuidade do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado para regularizar o abatedouro municipal interditado desde 2025.
Notícias do Amazonas – Uma operação de fiscalização que resultou na apreensão de cerca de 3 toneladas de carne bovina transportada sem documentação sanitária colocou novamente a gestão do abatedouro municipal de Nhamundá no centro das atenções dos órgãos de controle. O caso ganhou maior repercussão após a constatação de que um dos veículos utilizados na logística da carga possuía vínculo com programas administrados pelo município, levantando questionamentos sobre o cumprimento dos compromissos assumidos pela prefeitura junto ao Ministério Público do Amazonas (MPAM).
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Diante das irregularidades identificadas durante a ação conjunta realizada por órgãos de fiscalização e forças de segurança, o MPAM decidiu convocar uma reunião com a prefeita Marina Pandolfo para discutir o futuro do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o município para adequação sanitária e ambiental do abatedouro local.
Operação
A apreensão ocorreu após denúncias que apontavam o transporte e a distribuição irregular de carne bovina na cidade. Durante a fiscalização, equipes identificaram que o produto estava sendo transportado sem comprovação de origem sanitária e sem certificação de inspeção oficial exigida pela legislação brasileira para comercialização de produtos de origem animal.
Segundo os órgãos envolvidos na ação, também foram constatadas falhas relacionadas ao acondicionamento da carga, que estaria sendo movimentada sem as condições adequadas de controle sanitário e conservação.
Após a inspeção, toda a carga foi considerada imprópria para consumo e teve o descarte determinado pelos fiscais responsáveis.
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Ministério Público convoca a prefeita
O MPAM entendeu que os fatos identificados podem representar descumprimento dos compromissos assumidos pela Prefeitura de Nhamundá no TAC firmado em 2025. A reunião marcada para o dia 1º de julho tem como objetivo discutir os desdobramentos da operação e avaliar quais medidas deverão ser adotadas daqui para frente.
Entre as possibilidades estão:
- Continuidade do TAC nos moldes atuais;
- Repactuação das obrigações assumidas pelo município;
- Execução das medidas previstas no acordo em caso de descumprimento.
O Ministério Público também requisitou documentos e esclarecimentos à Secretaria Municipal de Produção Rural e Abastecimento, à Vigilância Sanitária Municipal e à Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf).
O que é o TAC firmado com a Prefeitura?
O Termo de Ajustamento de Conduta foi assinado após uma série de fiscalizações realizadas no abatedouro municipal. As inspeções identificaram problemas sanitários e ambientais considerados incompatíveis com as normas exigidas para funcionamento da unidade.
Como resultado, o estabelecimento foi interditado em 2025 por órgãos técnicos responsáveis pela fiscalização. O acordo firmado posteriormente estabeleceu uma série de obrigações para que o município promovesse a regularização da estrutura e garantisse maior controle sobre a cadeia de produção e comercialização de carnes.
Impacto para a população de Nhamundá
A interdição do abatedouro municipal e as restrições impostas ao comércio de carne têm reflexos diretos na rotina da população. Nhamundá depende significativamente da produção local para abastecimento do mercado interno, e qualquer interrupção ou irregularidade no sistema pode afetar comerciantes, produtores rurais e consumidores.
Além das questões econômicas, o tema envolve diretamente a saúde pública. Produtos de origem animal comercializados sem inspeção oficial podem representar riscos sanitários, incluindo contaminações por bactérias, parasitas e outras doenças transmitidas por alimentos.
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No Brasil, a comercialização de carne depende da fiscalização realizada por serviços oficiais de inspeção. Dependendo da abrangência da comercialização, a fiscalização pode ser feita por órgãos municipais, estaduais ou federais.
Entre as exigências estão:
- Comprovação da origem dos animais;
- Inspeção veterinária durante o abate;
- Condições adequadas de transporte;
- Controle de temperatura e armazenamento;
- Emissão de documentação sanitária.
A ausência desses requisitos pode resultar em apreensão da carga, multas e outras penalidades administrativas.
A reunião entre o Ministério Público e a Prefeitura de Nhamundá será decisiva para definir os próximos passos do caso. Os órgãos de fiscalização deverão apresentar relatórios detalhados sobre as irregularidades constatadas, enquanto a administração municipal terá a oportunidade de esclarecer os fatos e apresentar medidas corretivas.
O episódio reforça a importância da fiscalização contínua sobre a produção e distribuição de alimentos, especialmente em municípios do interior do Amazonas, onde o abastecimento local depende fortemente da atividade pecuária. Enquanto as investigações prosseguem, a expectativa é que as medidas adotadas contribuam para garantir segurança alimentar à população e assegurar o cumprimento das normas sanitárias que regem a comercialização de produtos de origem animal no estado.
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