Após seca histórica, Amazonas registra aumento de 87 mil hectares de superfície de água
Levantamento do MapBiomas mostra crescimento de áreas cobertas por água após dois anos de seca, embora parte das bacias hidrográficas ainda permaneça abaixo da média histórica.

FOTO: Chico Batata Fotos/Instagram
Resumo
Após enfrentar dois anos consecutivos de seca severa, o Amazonas apresentou sinais de recuperação hídrica em 2025. Dados divulgados pelo MapBiomas mostram aumento significativo das áreas cobertas por água no estado, reflexo do maior volume de chuvas registrado em comparação ao ano anterior. Apesar do avanço, especialistas alertam que parte das bacias hidrográficas ainda opera abaixo da média histórica e que os impactos das mudanças climáticas continuam influenciando o comportamento dos rios da região.
Notícias do Amazonas – O Amazonas registrou um aumento de 87 mil hectares na superfície de água em 2025, segundo dados divulgados nesta terça-feira (16) pelo MapBiomas. O resultado coloca o estado entre os maiores crescimentos do país, ocupando a terceira posição nacional, atrás apenas do Pará e de Goiás.
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O levantamento aponta uma recuperação das áreas cobertas por água após dois anos marcados por secas históricas que afetaram rios, comunidades e atividades econômicas em diversas regiões amazonenses.
Amazonas aparece entre os estados com maior crescimento
De acordo com o estudo, a ampliação da superfície hídrica está diretamente relacionada ao aumento do volume de chuvas registrado nos últimos meses em comparação com o ano anterior.
O indicador considera áreas ocupadas por rios, lagos, igarapés, represas e demais formações hídricas monitoradas pelo MapBiomas.
No ranking nacional, o Pará liderou o crescimento, com acréscimo de 142 mil hectares, seguido por Goiás, que registrou aumento de 91 mil hectares. O Amazonas aparece logo em seguida, com expansão de 87 mil hectares.
Amazônia ficou acima da média histórica
Os dados também mostram que o bioma Amazônia apresentou desempenho positivo em 2025. Segundo o levantamento, a superfície de água da região ficou 2,6% acima da média histórica registrada pelo monitoramento.
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O resultado é considerado um sinal de recuperação após os impactos provocados pelos eventos extremos que atingiram a região nos últimos anos, especialmente as secas severas registradas em 2023 e 2024.
Recuperação não ocorreu de forma uniforme
Apesar do crescimento observado em nível estadual e regional, o estudo destaca que a recuperação dos recursos hídricos não aconteceu de maneira homogênea.
Das 54 sub-bacias analisadas pelo levantamento, 20 ainda permanecem abaixo da média histórica. O cenário demonstra que algumas áreas continuam enfrentando dificuldades para recuperar os níveis considerados normais.
Especialistas apontam que eventos climáticos extremos têm exercido influência crescente sobre o comportamento dos rios amazônicos, aumentando a frequência de períodos de seca e alterações no regime de chuvas.
Barcelos registrou redução na superfície de água
Mesmo com o saldo positivo para o estado, alguns municípios amazonenses apresentaram resultados negativos no monitoramento.
Entre eles está Barcelos, que registrou uma redução de aproximadamente 65 mil hectares em sua superfície de água, representando uma queda superior a 6% em relação aos índices analisados.
Em âmbito nacional, o levantamento mostra que 45% dos municípios brasileiros ainda permanecem abaixo da média histórica, indicando que a recuperação hídrica observada em algumas regiões do país ainda convive com cenários de instabilidade e desafios ambientais.
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