Aumento no preço dos combustíveis em Manaus pode ter sido causado pela guerra no Oriente Médio, aponta Procon-AM
Segundo o diretor-presidente do órgão, Jalil Fraxe, cerca de 20% do petróleo mundial passa por um estreito na região, o que pode pressionar preços e impactar a economia.
- (Foto: Divulgação)
Resumo:
O aumento recente nos combustíveis em Manaus pode estar ligado à instabilidade no mercado global de petróleo causada por tensões envolvendo o Irã. O Procon-AM iniciou fiscalizações para verificar possíveis abusos nos preços.
Notícias do Amazonas – A instabilidade no mercado global de petróleo, agravada por tensões envolvendo o Irã, pode estar por trás do aumento recente nos preços dos combustíveis em Manaus, conforme avaliação do diretor-presidente do Procon Amazonas, Jalil Fraxe. No último sábado (7), diversos postos passaram a vender o litro da gasolina por R$ 7,29, valor superior ao registrado anteriormente, que era de R$ 6,99.
Diante da elevação repentina, o Procon-AM mobilizou equipes para verificar as razões do aumento e analisar documentos que possam comprovar se houve justificativa legítima para o reajuste.
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Segundo Jalil Fraxe, fatores geopolíticos podem afetar diretamente o valor da commodity no mercado internacional e gerar reflexos em diferentes regiões do mundo, incluindo o Brasil.
“Informações preliminares indicam que há uma instabilidade no mercado de petróleo global, não é só no Amazonas, e claro, com reflexo aqui também, em razão da questão da guerra do Irã”, explicou.
Um dos principais pontos de atenção é o Estreito de Hormuz, corredor marítimo por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Se houver restrição prolongada no tráfego da região, o mercado pode registrar aumentos mais expressivos e duradouros.
“Então nós temos esse impacto na economia em relação a essa commodity, que é o petróleo”, afirmou.
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Leia também: Procon fiscaliza postos após aumento no preço da gasolina em Manaus chegar a R$ 7,29
Procon-AM inicia fiscalização em postos de combustíveis
Diante do aumento registrado nos preços, o Procon-AM iniciou fiscalizações em postos de combustíveis na capital amazonense para verificar se os reajustes têm justificativa nos valores cobrados pelas distribuidoras.
“O aumento do combustível tem gerado uma preocupação enorme no Procon Amazonas. Por isso, já saímos nesta segunda-feira com as fiscalizações e estamos nas ruas fazendo o levantamento”, disse Fraxe.
O objetivo da ação é comparar o preço praticado nas bombas com os valores repassados pelas distribuidoras.
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Diesel preocupa mais que a gasolina
Apesar da alta da gasolina, o diretor-presidente do órgão destacou que o maior impacto econômico pode ocorrer com o aumento do diesel.
“O que mais preocupa o Procon hoje é o diesel, em razão de que todos os transportes têm essa influência”, afirmou.
Segundo ele, o combustível está diretamente ligado à cadeia de abastecimento do Amazonas, especialmente no transporte de alimentos e mercadorias.
“O alimento que chega na sua casa é transportado com um caminhão que é abastecido por diesel. No interior do estado, principalmente, a balsa que leva produtos também depende desse combustível”, explicou.
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Fraxe alertou que o aumento do diesel pode gerar efeitos em cadeia na economia.
“Portanto, o impacto do aumento no diesel pode ser economicamente ainda mais danoso do que o da gasolina”, ressaltou.
Gás de cozinha também entra na fiscalização
Além da gasolina e do diesel, o Procon-AM também monitora possíveis reajustes no gás de cozinha.
Segundo o órgão, a fiscalização busca identificar se os aumentos são justificados pelo mercado ou se há prática abusiva.
“O que nós temos que fazer agora é comparar as informações. Se o preço na bomba corresponder ao que está sendo cobrado pelas distribuidoras, tudo certo. Se não corresponder, será considerado abusividade e nós vamos multar”, afirmou Fraxe.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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