Caprichoso e Garantido se enfrentam na última e decisiva noite de Festival Folclórico de Parintins
Primeiro a entrar na arena é o Garantido, com o Caprichoso encerrando as apresentações.

Foto: Daniel Brandão
O esperado confronto entre Caprichoso e Garantido ocorre na noite deste domingo (30), no Bumbódromo, prometendo uma competição acirrada entre os tradicionais bumbás. Com grandes expectativas de ambos os lados, o Caprichoso busca conquistar o tricampeonato, um feito não alcançado desde 1996, enquanto o Garantido almeja seu 33º título, retomando assim o caminho das vitórias. A transmissão ao vivo do evento começa às 19h20, no horário de Manaus, pela TV A Crítica.
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Garantido: Segredos do Coração
O Garantido inicia a terceira e decisiva noite com o espetáculo “Segredos do Coração” às 20h. Inspirado na obra do escritor indígena Ailton Krenak, o tema da noite destaca a valorização e o respeito pelos saberes dos povos ancestrais. A apresentação contará com quatro alegorias e um módulo temático, com os seguintes destaques:
- Módulo Temático: Abrindo a noite, o módulo temático, com 16 metros, representa “a construção de uma nova humanidade e a restauração do valor da vida”, criado por Neide e Carlos Lopes.
- Uirapurú: Esta alegoria, de 21 metros e oito módulos, traz a lenda amazônica do pássaro Uirapurú e a história do rio Andirá. A obra é assinada por Luiz Sampaio, Leno Souza e Arthur Brasil.
- Yara e o Boto Com 15 metros e dois módulos, esta alegoria destaca a lenda da Yara e do Boto, figuras próximas à Baixa do São José.
- O Caboco: A obra de Glemberg Castro, com 18 metros e cinco módulos, homenageia os habitantes das áreas de mata e rios amazônicos.
- Jeroki Kaiowá: Encerrando a noite, a maior alegoria do Bumbá, com 23 metros de altura e 11 módulos, retrata o ritual indígena Guarani Kaiowá, valorizando a figura do Pajé Ancestral Pa’i Kuará.
Caprichoso: Saberes: o Reflorestar das Consciências
O Caprichoso, em sua terceira noite, traz o subtema “Saberes: o Reflorestar das Consciências”, destacando as contribuições dos povos ancestrais na luta pela preservação da Amazônia. A apresentação inclui:
- Do Cataclismo Macurap ao Reflorestar da Vida: A lenda indígena retratada na alegoria de Alex Salvador, 33 anos, com a toada “Alagação”.
- Sacacas, Curadores/as da Floresta: Alegoria assinada por Makoy Cardoso, 44 anos, e Nei Meireles, 46 anos, homenageando os sacacas, curadores respeitados nas comunidades isoladas.
- Crisálida da Vida, o Despertar da Consciência: Criado por Nildo Costa e Zico Almeida, este momento alegórico simboliza o nascimento de uma borboleta, representando o renascimento e a transformação.
- Rito de Cura da Terra: Awa Guajá, o Esperançar da Floresta: Encerrando a apresentação, a alegoria de Jucelino Ribeiro, 40 anos, destaca o ritual indígena dos Awa Guajá e a importância da caça, mel e água para a vida.
Redação AM POST
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