Carlos Almeida se explica após ser alvo da Operação Sangria

Ele alega que não praticou qualquer conduta ilícita.

Redação AM POST

O vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida, emitiu uma nota nesta sexta-feira (9) após ser alvo da Polícia Federal (PF) na segunda fase da Operação Sangria realizada na manhã da última quinta-feira (8) em seu gabinete e sua residência.

A ação policial tem o objetivo de apurar mais a fundo as informações de possíveis desvios de verba pública destinadas ao combate da pandemia do novo coronavírus na compra de respiradores superfaturados de uma loja de vinhos, além de indícios de pertencimento a organização criminosa, fraude à licitação, e lavagem de dinheiro.

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Almeida como alvo principal nesta segunda fase, tentou se defender das acusações.

“Como pessoa pública, tenho ciência do enorme grau de exposição pessoal a que me submeto por conta do meu ofício político, portanto compreendo, apesar de pessoalmente constrangedor, os prejuízos que tal acarreta. Como profissional de carreira jurídica sei da necessidade pública de esclarecimentos quanto à conduta dos agentes públicos, em especial políticos, razão pela qual sou favorável à elucidação dos fatos investigados pela Operação Sangria. Não pratiquei qualquer conduta ilícita, motivo pela qual fiz questão de esclarecê-las”, disse Carlos.

“Apesar do constrangimento e do dano à imagem, entendo o contexto das medidas de busca, razão pela qual colaborei com o procedimento, e desde então, me dispus à contribuição com a Justiça”, completou.

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Policiais cumpriram cinco mandados de prisão preventiva em nome do empresário e médico Luiz Carlos Avelino Junior, o ex-secretário de Saúde Rodrigo Tobias; a ex-subsecretária de Atenção Básica à Saúde, Dayana Priscila Mejia de Souza; o engenheiro clínico Ronald Gonçalo de Caldas Santos, e o empresário Gutemberg Leão Alenca.

Leia a nota na íntegra:

A respeito dos desdobramentos da Operação Sangria que acarretaram em procedimento de busca e apreensão contra minha pessoa, manifesto-me à imprensa e população.

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Como pessoa pública, tenho ciência do enorme grau de exposição pessoal a que me submeto por conta de meu ora ofício político, portanto compreendo, apesar de pessoalmente constrangedor, os ônus que tal acarreta.

Como profissional oriundo de carreira jurídica sei da necessidade pública de esclarecimentos quanto à conduta dos agentes públicos, em especial políticos, razão pela qual sou favorável à elucidação dos fatos circunscritos à Operação Sangria.

Tenho a afirmar que durante meus mais de 15 anos de vida pública sempre trabalhei pela correção e defesa de direitos, ideais que me levaram à política e que sustento com veemência durante o curso deste mandato. E, justamente por não concordar com os rumos da atual administração que me desliguei da Casa Civil no início de maio deste ano.

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Afirmo que não pratiquei qualquer conduta ilícita, motivo pelo qual fiz questão de esclarecê-las, de pronto e de forma voluntária, na DPF, na tarde desta quinta-feira. Ressalto que, apesar do constrangimento e do dano à imagem, entendo o contexto das medidas de busca, razão pela qual colaborei com o procedimento, e desde então, me dispus à contribuição com a Justiça.