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Chico Preto aciona TCE-AM e cobra provas da fala de Omar Aziz que diz ter deixado R$ 2 bilhões para construção da Cidade Universitária

Ex-deputado pede que o TCE comprove a existência dos recursos citados por Aziz e questione o destino do dinheiro público destinado à obra abandonada em Iranduba.

Por Natan AMPOST

10/10/2025 às 10:17 - Atualizado em 10/10/2025 às 10:33

Notícias do Amazonas – O ex-vereador de Manaus e ex-deputado estadual Chico Preto protocolou um pedido formal no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) solicitando informações detalhadas sobre as declarações do senador e pré-candidato ao governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), a respeito de um suposto saldo de R$ 2 bilhões que teria sido deixado em caixa, ainda durante seu governo, para a construção da Cidade Universitária, em Iranduba. A obra, iniciada em 2014, encontra-se abandonada desde 2017, com estruturas inacabadas e sem previsão de retomada. Além disso foram gastos milhões no projeto que se transformou em um símbolo da má gestão pública.

“Considerando o interesse público e o dever de transparência na aplicação dos recursos do Estado, requeiro que este Tribunal de Contas informe se há registros contábeis, processos de prestação de contas, relatórios de gestão fiscal ou quaisquer documentos oficiais que comprovem a existência de saldo financeiro, empenhos ou restos a pagar vinculados ao referido projeto, conforme a declaração mencionada”, destaca o documento.

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Veja documento protocolado no TCE:OFICIO SOBRE RECURSOS DA CIDADE UNIVERSITARIA

Em entrevista recente, Aziz afirmou que, ao deixar o comando do Estado, havia garantido recursos suficientes para viabilizar o projeto. A fala motivou a ação de Chico Preto, que afirmou estar agindo em nome do interesse público.
“Como cidadão e como homem público, eu acho que esse tipo de afirmação precisa ser conferida. A Cidade Universitária é uma obra grande, importante, e está parada há anos. Então é justo que o povo saiba: o dinheiro realmente existiu? Foi usado pra quê? Ou nunca chegou a existir?”, declarou o ex-deputado em entrevista ao Portal AM POST.

Chico Preto ressaltou que não se trata de perseguição política, mas de defesa da transparência na gestão dos recursos públicos. Segundo ele, a população tem direito de conhecer o destino de um montante tão expressivo, sobretudo em um Estado que enfrenta dificuldades históricas na infraestrutura educacional.

“Não é birra política, é compromisso com a verdade. O que está em jogo é o dinheiro do contribuinte, é o futuro da educação no nosso Estado, e é o respeito com quem paga imposto.”, afirmou.

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Durante o período em que as obras começaram, em 2014, Chico Preto exercia mandato na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e já havia cobrado esclarecimentos sobre os investimentos na Cidade Universitária. O projeto, idealizado para ser um dos maiores polos educacionais da região Norte, previa a construção de campus, alojamentos, centros de pesquisa e espaços de convivência, mas acabou se tornando um símbolo do desperdício de recursos e da falta de continuidade administrativa no Amazonas.

Leia mais: Maria do Carmo revela que com valores atualizados projeto de R$300 milhões da Cidade Universitária custaria hoje quase R$ 553 milhões

Com o pedido ao TCE-AM, Chico Preto espera que o órgão apresente documentos oficiais, extratos e balanços financeiros que comprovem a existência ou não dos valores citados por Omar Aziz. Caso não haja ele explica que o senador pode ser penalizado.

Se o Tribunal de Contas confirmar que não tinha dinheiro realmente empenhado pra obra, ou seja, que não estava amarrado dentro das regras orçamentárias certinhas, isso tem consequência. Não é só dizer que deixou dinheiro em caixa, tem que estar tudo no orçamento. E se o Tribunal disser que não tinha nada disso, aí sim tem implicação administrativa, penal e tudo mais. Resumindo: se não estava amarrado no orçamento, tem que ter responsabilidade de quem falou“, explicou.

A reportagem do Portal AM POST procurou a assessoria de Omar Aziz e pediu um posicionamento sobre o caso mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta. Segue aberto espaço para manifestação.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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