Chuva intensa causa alagamentos e revolta moradores em Boca do Acre, no Amazonas
A falta de infraestrutura, especialmente em relação ao sistema de esgoto, bueiros e drenagem inadequados, agravou a situação.

Foto: Divulgação
Notícias do Amazonas – Uma forte chuva que atingiu Boca do Acre, a cerca de 950 km de Manaus, na última quarta-feira (3), gerou sérios transtornos para centenas de moradores do município. O temporal, que teve início no final da tarde e se intensificou durante a madrugada, resultou em alagamentos generalizados, afetando residências e tornando diversas ruas intransitáveis.
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Construída às margens dos rios Purus e Acre, Boca do Acre é propensa a enchentes periódicas, mas medidas foram tomadas para minimizar o impacto, como a criação do bairro do Piquiá, também conhecido como Cidade Alta, que teoricamente estaria livre de alagamentos. No entanto, mesmo os moradores dessa região não escaparam dos estragos causados pela chuva intensa.
A falta de infraestrutura, especialmente em relação ao sistema de esgoto, bueiros e drenagem inadequados, agravou a situação, resultando no transbordamento de águas pluviais para as residências. Além disso, o acúmulo de lixo nas ruas e valas contribuiu para o entupimento e a proliferação de doenças.
Os moradores, insatisfeitos com a resposta inadequada do poder público, denunciam a negligência e a falta de investimentos em infraestrutura por parte da gestão municipal, liderada pelo prefeito Zeca Cruz. Alegam que as chuvas intensas são eventos recorrentes em Boca do Acre, mas o cenário de alagamento não é uma consequência inevitável da natureza, e sim uma resultante do descaso histórico das gestões anteriores e, especialmente, da atual administração municipal.
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— AM POST (@portalampost) January 5, 2024
Os relatos dos moradores indicam que a população em geral fica à mercê da situação, enquanto ações concretas para solucionar os problemas estruturais são escassas. O temporal, que persistiu por horas, deixou a cidade em estado de calamidade, obrigando os moradores a se mobilizarem durante a noite para tentar salvar seus pertences e minimizar os prejuízos causados pelas inundações.
Redação AM POST
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