Construção de aterro sanitário em área de preservação do Tarumã gera debate ambiental na ALEAM
Os deputados estaduais se reuniram para debater as consequências ambientais dessa medida controversa, que vem causando preocupações sobre o futuro do ecossistema local.
- Foto: Hudson Fonseca/Aleam
A construção de um aterro sanitário na Área de Preservação do Tarumã foi o ponto central das discussões na Sessão Plenária realizada hoje na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Os deputados estaduais se reuniram para debater as consequências ambientais dessa medida controversa, que vem causando preocupações sobre o futuro do ecossistema local.
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A deputada Alessandra Campêlo, representante do Podemos, trouxe à tona a construção da lixeira na Área de Preservação do Tarumã, conduzida pela empresa Marquise. Segundo a deputada, essa iniciativa ameaça a integridade do meio ambiente da região. Em sua intervenção, ela ressaltou: “Há pouco tempo, estávamos discutindo a retirada dos flutuantes no rio Tarumã e agora somos surpreendidos com a construção dessa lixeira. Essa Casa precisa se pronunciar, não podemos permitir que a área seja poluída.”
Campêlo expressou preocupações não apenas sobre os impactos ambientais, mas também sobre os possíveis danos à população local. Ela se comprometeu a abordar o assunto diretamente com o governador Wilson Lima e a propor uma visita dos deputados ao local para avaliar de perto a situação.
A deputada também lançou críticas à empresa Marquise, responsável pela construção do aterro. Ela alegou que os proprietários da empresa não residem em Manaus e, portanto, não compartilham as preocupações da comunidade local em relação à poluição do Tarumã. “Essa decisão foi tomada na calada da noite, pois ninguém sabia que essa lixeira estava sendo construída no local. Os donos dessa empresa Marquise não moram em Manaus, não se importam se o Tarumã for poluído, por isso irei propor a derrubada dessa licença ambiental para a instalação de uma lixeira no local”, afirmou Campêlo.
O deputado Rozenha, do PMB, também se manifestou sobre a questão e alertou para um problema adicional que poderia ser gerado pela presença da lixeira na área: a presença de urubus. Ele destacou que essas aves poderiam representar um risco para as operações aeroportuárias no Aeroporto Eduardo Gomes, uma vez que os urubus poderiam interferir nas decolagens e aterrissagens, trazendo consigo problemas graves para a aviação local.
Redação AM POST
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