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‘Consumidor sem pegadinha’: Roberto Cidade propõe PL que obriga plataformas a revelar taxas ocultas em hospedagens no AM

PL determina que tributos, taxas e encargos apareçam no valor exibido ao público.

Por Natan AMPOST

10/01/2026 às 07:07 - Atualizado em 10/01/2026 às 07:09

Notícias do Amazonas – Um novo projeto protocolado este ano, o PL nº 654/2025, apresentado pelo presidente da na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (UB), pretende tornar obrigatória a divulgação do preço final de hospedagens anunciadas em plataformas digitais, incluindo todos os tributos, taxas e encargos vinculados ao serviço.

A proposta nasceu após o aumento de reclamações de consumidores que encontram um valor atrativo no anúncio e descobrem, na última etapa da compra, cobranças adicionais que elevam significativamente o custo real da estadia.

Segundo Roberto Cidade, a prática engana o consumidor e coloca em desvantagem empresas que operam com transparência.

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Leia mais: Roberto Cidade apresenta projeto para proteger consumidores de mudanças abusivas no crédito

“O consumidor precisa saber exatamente quanto vai pagar, sem surpresas no momento da cobrança”, afirmou.

Prática recorrente no setor motiva reação legislativa

O texto estabelece que sites, aplicativos, marketplaces, redes sociais e qualquer meio digital que comercialize hospedagens no Amazonas deverá exibir o valor final da contratação, e não apenas o preço-base.

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Vale para diárias em hotéis, pousadas, hostels, estâncias, aluguel por temporada e plataformas intermediadoras.

De acordo com o parlamentar, o PL busca coibir um hábito frequente no setor de turismo digital: divulgar preços parciais e embutir taxas — como serviço, limpeza, impostos e tarifas administrativas — apenas ao fim da compra, quando o cliente já está envolvido emocionalmente com a oferta.

“A transparência é obrigação legal e moral. Preço escondido é uma forma disfarçada de desinformar”, reforçou Cidade.

Código do Consumidor dá sustentação jurídica

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A proposta tem como fundamento o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que garante ao cidadão o direito à informação clara e adequada sobre produtos e serviços (artigo 6º, inciso III). A ausência de dados completos, além de violar esse direito, abre margem para judicialização e multiplicação de conflitos.

Dados do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) e do portal Consumidor.gov.br colocam o setor de viagens e hospedagem entre os campeões de queixas — e o motivo mais comum é divergência entre o valor anunciado e o valor cobrado.

Proteção ao turista e equilíbrio competitivo

Além da defesa do cidadão, o projeto foi desenhado para fortalecer a concorrência no mercado turístico.
Empreendimentos locais que cumprem rigorosamente as normas fiscais e exibem preços completos muitas vezes perdem espaço para plataformas que reduzem artificialmente o valor na vitrine virtual.

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“Ao tornar obrigatória a divulgação do preço total, com todos os tributos, taxas e encargos que compõem a oferta, pretende-se contribuir para a transparência nas relações de consumo, com a prevenção de conflitos, a valorização do turismo responsável e o fortalecimento da concorrência leal. É uma medida que protege o consumidor e, ao mesmo tempo, estimula um ambiente de negócios mais justo no Amazonas”, destacou Roberto Cidade, ressaltando que a medida também ajuda a valorizar o turismo responsável.

Prevenção de conflitos e nova cultura de consumo

A expectativa é que, após aprovado, o PL 654/2025 reduza reclamações, aumente a confiança no setor e incentive práticas padronizadas de precificação.

A Assembleia considera que uma legislação clara força o mercado a abandonar armadilhas e a apostar em credibilidade e previsibilidade, pilares para atrair mais visitantes e fortalecer a economia amazonense.

Se convertido em lei, o consumidor poderá abrir o celular, pesquisar hospedagens e ver o preço real já na primeira tela — exatamente como deveria ser desde o início.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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