Conta de luz sobe acima da inflação no Amazonas, mas reajuste fica abaixo de altas registradas em outros estados
Reajuste médio aprovado pela Aneel foi de 6,58%, enquanto consumidores residenciais terão aumento de 3,77%; em outras regiões do país, tarifas ultrapassaram 15%.

(Foto: Divulgação)
Resumo
O que aconteceu? A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajustes nas tarifas de energia em diversas distribuidoras do país, com aumentos superiores a 15% em alguns estados.
E no Amazonas? O reajuste para consumidores residenciais foi de 3,77%, enquanto o efeito médio para todas as classes de consumidores ficou em 6,58%.
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O aumento ficou acima da inflação? Sim. O reajuste médio superou a inflação acumulada do período, embora o percentual aplicado às residências tenha ficado próximo do índice inflacionário.
O reajuste poderia ser maior? Sim. Segundo a Aneel, sem um aporte financeiro do governo federal, o aumento técnico previsto para o Amazonas seria superior a 23%.
Notícias do Amazonas – Embora alguns estados brasileiros tenham registrado reajustes superiores a 15% na conta de energia elétrica, o aumento aplicado aos consumidores do Amazonas ficou abaixo desse patamar. Ainda assim, o reajuste médio aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) supera a inflação acumulada do período e deve impactar o orçamento de famílias e empresas.
Para os consumidores residenciais atendidos pela concessionária Amazonas Energia, o reajuste foi fixado em 3,77%. Já o efeito médio considerando todas as categorias de consumidores ficou em 6,58%, enquanto os clientes de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, tiveram aumento de 13,24%.
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Reajuste supera inflação
O índice médio aprovado pela Aneel ficou acima da inflação acumulada no período, estimada em cerca de 4%. Apesar disso, o reajuste aplicado às residências praticamente acompanhou a variação inflacionária.
Segundo a agência reguladora, os novos valores consideram fatores como custos de geração, transmissão e distribuição de energia, além de encargos setoriais e investimentos necessários para manter o fornecimento do serviço.
Aumento poderia passar de 20%
De acordo com a Aneel, o reajuste no Amazonas seria significativamente maior caso não houvesse um aporte financeiro destinado a reduzir o impacto para os consumidores.
O cálculo técnico inicial indicava um aumento superior a 23%, mas o índice foi reduzido após a utilização de aproximadamente R$ 735 milhões provenientes da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), mecanismo criado para aliviar as tarifas de energia.
Impacto no orçamento
Mesmo com reajuste inferior ao registrado em outros estados, o aumento da tarifa de energia preocupa consumidores e empresários. Especialistas alertam que a elevação dos custos da eletricidade pode refletir não apenas nas despesas das famílias, mas também no preço de produtos e serviços, já que a energia faz parte da estrutura de custos de praticamente todos os setores da economia.
A Aneel afirma que os reajustes seguem as regras previstas nos contratos de concessão e são necessários para garantir o equilíbrio financeiro das distribuidoras e a continuidade do fornecimento de energia.
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