Coragem seletiva? Omar Aziz se cala diante de abusos do STF
Em meio a denúncias de censura e perseguição, Omar Aziz mantém postura de lealdade ao STF, provocando reações negativas nas redes sociais.
- Foto: reprodução
Notícias do Amazonas – O senador Omar Aziz (PSD-AM), pré-candidato ao governo do Amazonas, tornou-se alvo de duras críticas nas redes sociais nesta semana, após se posicionar contra a abertura do processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi o único parlamentar amazonense, até o momento, a adotar essa posição publicamente, o que acentuou o desgaste junto a parte do eleitorado conservador.
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Aziz, que já se disse vítima de perseguição durante a Operação Maus Caminhos — investigação que prendeu sua esposa, Nejmi Aziz, e dois de seus irmãos em 2019 — agora enfrenta acusações de “coragem seletiva”. Para opositores e analistas políticos, o senador reage quando ele próprio é o alvo da Justiça, mas se omite quando os supostos abusos envolvem terceiros ou atingem garantias constitucionais mais amplas.
Em 2024, durante sessão no Senado, Aziz defendeu veementemente o ministro Alexandre de Moraes diante da pressão de colegas parlamentares que pediam o afastamento do magistrado. À época, Moraes havia determinado a suspensão do X (antigo Twitter) no Brasil, medida considerada autoritária por juristas e grupos de defesa da liberdade de expressão. “Eu quero saber o que o Alexandre de Moraes fez para alguns aqui estarem querendo pedir o impeachment e ainda querendo colocar o senhor na parede, uma falta de respeito muito grande”, disse Aziz referindo-se aos questionamentos sobre a atuação de Moraes.
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A repercussão foi imediata. Usuários das redes sociais passaram a questionar a coerência do senador, que assume postura de fidelidade ao STF, mesmo diante de acusações de censura prévia e perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro Moraes tem sido criticado por decisões monocráticas e pela condução de inquéritos sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, o que, segundo juristas, levanta dúvidas sobre o equilíbrio institucional do Judiciário.
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