CRM abre processos éticos contra médicos investigados no caso Benício em Manaus
Advogado da família afirma que conselho identificou indícios de possíveis falhas médicas; Ministério Público também analisa inquérito que indiciou quatro pessoas.

Foto: reprodução
Resumo
O Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM) decidiu abrir processos ético-profissionais contra médicos que atuaram no atendimento do menino Benício, morto em novembro de 2025 em um hospital particular de Manaus. A informação foi confirmada pelo advogado da família, Ricardo Albuquerque, nesta quinta-feira (29).
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Notícias do Amazonas – Seis meses após a morte do menino Benício, o caso segue gerando novos desdobramentos nas esferas administrativa e criminal. Segundo o advogado da família, Ricardo Albuquerque, o Conselho Regional de Medicina do Amazonas concluiu a fase de sindicância e identificou indícios de possíveis falhas médicas no atendimento prestado à criança.
Com a decisão, diversos profissionais envolvidos no atendimento passarão a responder a processos ético-profissionais no CRM-AM.
“Não apenas a médica Juliana Brasil, mas outros médicos que participaram do atendimento inicial, da internação na UTI e até profissionais com funções de coordenação foram incluídos no processo”, afirmou o advogado.
Investigação do CRM avança
De acordo com Albuquerque, a sindicância foi instaurada ainda em novembro de 2025, após a morte da criança. O procedimento teve como objetivo apurar se houve falhas na conduta médica durante o atendimento.
Após a análise preliminar, o conselho concluiu que existem elementos suficientes para a abertura dos processos éticos, que irão avaliar a responsabilidade individual dos profissionais citados.
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Pais acompanham desdobramentos
A mãe de Benício, Joyce, afirmou que outros médicos além da profissional inicialmente apontada no caso participaram do atendimento da criança desde os primeiros socorros até a permanência na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo ela, os profissionais que atuaram durante a internação e as tentativas de estabilização do paciente também passaram a ser investigados pelo conselho.
Já o pai da criança, Bruno, disse que a família mantém a expectativa de que haja responsabilização dos envolvidos.
“A nossa esperança é que a justiça seja feita e que os profissionais que tenham cometido irregularidades sejam responsabilizados para que situações como essa não se repitam”, declarou.
Ministério Público analisa inquérito
Paralelamente à apuração administrativa, o Ministério Público do Amazonas analisa o inquérito policial concluído pela Polícia Civil.
O relatório, com cerca de 180 páginas, aponta o indiciamento de quatro pessoas, entre elas uma médica, uma técnica de enfermagem e gestores do hospital onde a criança foi atendida.
A expectativa da família é que o Ministério Público decida nas próximas semanas se apresentará denúncia formal contra os investigados.
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