Defesa contesta indiciamento da médica Juliana Brasil no caso Benício em Manaus
Advogado afirma que falhas posteriores e erros em UTI romperam relação entre atendimento inicial e óbito.

Foto; reprodução
Resumo
A defesa da médica Juliana Brasil contestou o indiciamento no caso da morte do menino Benício, em Manaus, afirmando que não há relação direta entre o atendimento inicial e o óbito. Segundo o advogado, falhas posteriores, incluindo erros de outros profissionais e problemas no atendimento em UTI, teriam sido determinantes para o desfecho.
Notícias do Amazonas – A defesa da médica Juliana Brasil, representada pelo advogado Sérgio Figueiredo, contestou o indiciamento relacionado à morte do menino Benício, em Manaus. Em nota, o advogado classificou a medida como precipitada e afirmou que não há relação direta entre a conduta da profissional no atendimento inicial e o óbito.
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Defesa aponta ausência de nexo causal
De acordo com o posicionamento, a morte da criança ocorreu cerca de 14 horas após o primeiro atendimento, já em outra unidade hospitalar, dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A defesa sustenta que esse intervalo e as intervenções posteriores rompem o nexo causal entre a atuação da médica e o desfecho.
Falhas técnicas posteriores são destacadas
A nota menciona que a criança teria sido encaminhada à UTI após uma falha técnica atribuída à profissional de enfermagem Raiza. Além disso, a defesa aponta uma sequência de erros durante o atendimento intensivo.
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Entre os pontos citados está a tentativa de intubação realizada pela médica Alexandra Procópio, que, segundo o relato, não teve sucesso após mais de uma hora. A defesa compara a situação com a atuação da médica Ana Rosa, que teria realizado o procedimento em poucos segundos posteriormente.
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Intercorrências agravaram o quadro clínico
Ainda segundo a defesa, durante o período na UTI, a criança sofreu quatro paradas cardiorrespiratórias e foi submetida a um manejo intensivo, incluindo o uso de 71 frascos de adrenalina.
Outro ponto destacado é a autorização de dieta por parte do médico Luiz Felipe, que teria contribuído para um quadro de broncoaspiração durante a tentativa de intubação, agravando o estado clínico.
Defesa cita falhas sistêmicas e da equipe
A nota também menciona que a técnica de enfermagem teria executado a administração medicamentosa de forma inadequada, sem buscar orientação, além de apontar uma possível falha no prontuário eletrônico, que teria alterado a forma de administração do medicamento.
Para a defesa, esses fatores reforçam a ausência de dolo ou culpa da médica indiciada.
Pedido é por reavaliação do caso
Diante dos argumentos apresentados, a defesa sustenta que o indiciamento não se sustenta juridicamente e aponta falhas na condução da investigação. O advogado afirma que é necessária uma reavaliação técnica e jurídica do caso, com a inclusão de outros possíveis responsáveis na apuração.
A defesa conclui que a responsabilização penal exige comprovação clara de conduta, nexo causal e resultado, elementos que, segundo o posicionamento, não estariam presentes em relação à médica Juliana Brasil.
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