Delegado do 1º DIP afirma que investigador alvo de operação da PF pode ter sido incluído por engano
Cícero Túlio diz que servidor apresentou registros que indicam que estava em casa com o filho no momento dos fatos investigados pela Polícia Federal.

FOTO: Reprodução
Resumo
O delegado Cícero Túlio, titular do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Manaus, afirmou que um investigador da Polícia Civil alvo de mandado de busca em operação da Polícia Federal pode ter sido incluído na investigação por equívoco. Segundo o delegado, documentos, imagens e registros técnicos apresentados ao Ministério Público apontam que o servidor não estava presente no local dos fatos investigados.
Notícias do Amazonas – O delegado Cícero Túlio, titular do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), em Manaus, divulgou um comunicado à imprensa nesta segunda-feira (9) afirmando que um investigador da Polícia Civil alvo de mandados de busca em investigação conduzida pela Polícia Federal pode ter sido vinculado ao caso por um equívoco.
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De acordo com o delegado, o policial já havia apresentado à Procuradoria de Controle Externo da Atividade Policial do Amazonas (Proceap-AM) documentos, imagens e registros técnicos que apontariam sua localização em outro lugar no momento dos fatos apurados pela investigação federal.
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Registros indicariam que policial estava em casa
Segundo o comunicado encaminhado à imprensa, os elementos apresentados mostram que o investigador estaria em sua residência na companhia do filho quando ocorreram os fatos investigados pela Polícia Federal.
Cícero Túlio afirmou que o servidor teria sido relacionado ao inquérito apenas porque, no dia seguinte aos acontecimentos, foi encarregado de recolher veículos que estavam sob responsabilidade do investigador Felipe Pinto, apontado inicialmente como alvo das apurações.
Veículos e armas foram recolhidos
Ainda conforme o delegado, após a determinação superior, o investigador participou da coleta dos veículos que estavam à disposição de Felipe Pinto.
O comunicado também informa que as armas de fogo que estavam sob guarda do policial investigado foram recolhidas e que todas as medidas adotadas foram comunicadas à Delegacia-Geral da Polícia Civil e à Superintendência da Polícia Federal no Amazonas.
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Defesa apresentou documentação ao Ministério Público
Documentos apresentados pela defesa e protocolados junto ao Ministério Público do Amazonas sustentam a tese de que o investigador não possuía a posse nem o controle do veículo citado na investigação na data dos fatos.
A petição também menciona a existência de registros audiovisuais e outras provas que, segundo a defesa, comprovariam a incompatibilidade da localização do servidor com os acontecimentos investigados.
Delegado pede cautela na divulgação
No comunicado, Cícero Túlio solicitou cautela na divulgação das informações relacionadas ao caso e afirmou acreditar que os fatos serão devidamente esclarecidos durante o andamento das investigações.
“Com o conhecimento acerca dos elementos que comprovam a inocência do investigador a nosso cargo, acreditamos que os fatos serão esclarecidos e que será restabelecida a honra e a imagem do servidor”, declarou o delegado.
Até o momento, a Polícia Federal não se manifestou sobre o conteúdo apresentado pela defesa nem sobre as declarações do delegado.
Veja as imagens:

Imagens divulgadas pelo Delegado Cícero Túlio.

Imagens divulgadas pelo Delegado Cícero Túlio.

Imagens divulgadas pelo Delegado Cícero Túlio.

Imagens divulgadas pelo Delegado Cícero Túlio.
Vídeos que comprovam que no dia e hora dos fatos investigados o Policial alvo da operação de hoje estava na sua residência, fazendo uso de outro veículo e foi pegar seu filho na academia:
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