Denúncia de corrupção contra prefeito de Borba é encaminhada pela PF à Polícia Civil e ao MP-AM
O vice-prefeito de Borba, José Pedro Graça, foi quem apresentou a denúncia contra Simão Peixoto.
- Foto: Reprodução
Notícias do Amazonas – A Polícia Federal concluiu que não tem competência para investigar a denúncia de corrupção apresentada pelo vice-prefeito de Borba, José Pedro Graça, contra o prefeito Simão Peixoto. A denúncia foi enviada para a Polícia Civil do Amazonas e para o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), indicando que as investigações serão conduzidas por esses órgãos competentes.
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Os dois eram aliados durante as eleições de 2022, mas se tornaram adversários políticos após o prefeito ser preso em maio de 2023 na Operação Garrote, que investigou desvio de R$ 29,2 milhões da prefeitura em licitações. Durante o período em que Simão estava detido, José Pedro assumiu o cargo de prefeito interino de maio a setembro, promovendo mudanças que foram desfeitas quando Simão retomou o comando do município.
No documento apresentado pelo vice-prefeito, ele acusa Simão Peixoto de fraudar licitações que resultaram em contratos no valor de R$ 8,6 milhões. Segundo José Pedro Graça, o “esquema” teve início no primeiro mandato de Simão, envolvendo seis empresas que participavam de forma intercalada nas licitações da Prefeitura de Borba. Um dos empresários, que era dono de uma dessas empresas, também atuou como contador das demais e assinou como testemunha nos contratos dos concorrentes.
Com base nas competências atribuídas à Polícia Federal, o órgão concluiu que não tem atribuição para investigar o caso em questão. Diante disso, a denúncia foi encaminhada à Polícia Civil do Amazonas e ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM), que são responsáveis pela condução das investigações. A Polícia Civil, por ser um órgão estadual, tem a atribuição para apurar crimes ocorridos dentro do estado do Amazonas. Já o MP-AM é responsável por supervisionar a correta aplicação da lei e promover ação penal pública quando necessário.
A partir do recebimento da denúncia, a Polícia Civil do Amazonas irá iniciar as investigações, colhendo provas e realizando os procedimentos necessários para a apuração dos fatos. Caso sejam encontrados indícios de crime, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) poderá oferecer denúncia formal à Justiça. Cabe ao MP-AM avaliar as provas e decidir se há elementos suficientes para dar continuidade ao processo criminal.
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Diante das gravas acusações de corrupção apresentadas pelo vice-prefeito de Borba contra o prefeito, é fundamental que as investigações sejam conduzidas de forma imparcial e transparente. O Brasil enfrenta um sério problema de corrupção, e é essencial que os responsáveis sejam devidamente punidos, garantindo o cumprimento da lei e a preservação da justiça.
As denúncias de corrupção têm impactos significativos na administração municipal e na confiança dos cidadãos na classe política local. Caso as investigações confirmem as acusações apresentadas pelo vice-prefeito, poderão ser necessárias medidas para reverter ou sanar os danos causados ao município, como a anulação dos contratos realizados de forma fraudulenta e a busca por reparação financeira.
A denúncia de corrupção apresentada pelo vice-prefeito de Borba contra o prefeito é um grave episódio que demanda investigações aprofundadas. Com a conclusão da Polícia Federal de que não tem competência para investigar o caso, a responsabilidade recai sobre a Polícia Civil do Amazonas e o Ministério Público do Amazonas. É necessário que a apuração seja feita de maneira imparcial e transparente, buscando a punição dos responsáveis e a preservação da justiça. O desfecho desse caso terá impacto direto no município de Borba e na confiança dos cidadãos em relação à classe política local.
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