Deputado propõe CPI para investigar transferência da Amazonas Energia para empresa dos irmãos Batista
A problemática ocorreu após a assinatura do contrato ter sido registrada depois das 23h59 do dia 10 de outubro.
- Deputado Wilker Barreto questionou a venda da Amazonas Energia para a Âmbar Energia, alegando que a assinatura do contrato ocorreu após o prazo legal e levantando suspeitas sobre a transparência da negociação.
- Barreto sugeriu a abertura de uma CPI para investigar possíveis prejuízos aos consumidores e irregularidades no processo, destacando que a transação envolve altos valores e possíveis benefícios injustos à empresa compradora.
- O contrato foi assinado após decisão judicial, prevendo flexibilização de dívidas de R$14 bilhões cobertas pela Conta de Consumo de Combustíveis e um aporte de R$6,5 bilhões pela Âmbar; Aneel pediu condenação da Amazonas Energia por litigância de má-fé.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Wesley e Joesley Batista. – Foto: Divulgação
O deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza) utilizou a tribuna do Legislativo Estadual na última quarta-feira (23) para reivindicar a revisão da venda da Amazonas Energia à Âmbar Energia, do grupo J&F. A problemática ocorreu após a assinatura do contrato ter sido registrada depois das 23h59 do dia 10 de outubro. A medida provisória publicada (MP) para a troca de controle da concessionária era válida somente até a referida data.
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De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a assinatura do contrato começou pouco antes da meia-noite, às 23h58, e a efetiva assinatura de Sandoval Feitosa, diretor-geral da agência, foi registrada às 23h59. As assinaturas do presidente da Âmbar, Marcelo Zanatta, e do atual controlador da Amazonas Energia, Orsine de Oliveira, ocorreram após a meia-noite, com Orsine assinando às 0h03 e o processo tendo sido finalizado às 1h15.
Durante a Sessão Plenária, Wilker Barreto sugeriu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a operação. O deputado levantou suspeitas sobre a transparência e os termos dessa negociação, que, segundo ele, podem resultar em um enorme prejuízo para os consumidores. Outro ponto destacado foi a necessidade de uma investigação profunda para esclarecer os detalhes desta transação, principalmente pela magnitude dos valores envolvidos e pelas condições de transferência da empresa.
“Eu estou falando isso, porque esse imbróglio é uma bagatela de R$14 bilhões que vão para o colo do consumidor. Acho que nós temos que pensar em abrir uma comissão Parlamentar de Inquérito, porque o negócio está nebuloso, escandaloso. A empresa que assumiu o grupo Oliveira por R$50 mil e deu patrimônios de garantia, saiu sem deixar nada penhorado, amortizado. Quer dizer que essa conta, literalmente, é do consumidor?”, criticou.
Desdobramentos
A assinatura do termo obedeceu a uma decisão judicial que obrigou a transferência, prevendo flexibilizações de dívidas que serão cobertas pela Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) – da ordem de R$14 bilhões pelos próximos 15 anos. Além disso, haverá aporte de R$6,5 bilhões pela Âmbar para a redução do endividamento da Amazonas Energia. A Aneel também pediu a condenação da Amazonas Energia por litigância de má-fé.
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Declaração de Transparência
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