Deputado Saullo Vianna vira alvo de processo por falsas acusações contra o Governo do Amazonas
Declarações foram feitas durante convenção partidária do PSD em Parintins.
- Foto: Divulgação/Facebook
O deputado federal Saullo Vianna (União Brasil) enfrenta um processo judicial movido pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) do Amazonas devido a declarações feitas durante uma convenção partidária do PSD em Parintins. Na ocasião, Vianna afirmou que o Governo do Amazonas teria deixado de transportar pacientes que necessitavam de UTI aérea para disponibilizar aeronaves a um evento político. O evento em questão foi a convenção do União Brasil, que oficializou a candidatura de Brena Dianná à prefeitura de Parintins, adversária do candidato Mateus Assayag (PSD), apoiado pelo parlamentar.
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As declarações do deputado geraram repercussão imediata e, em resposta, a PGE decidiu processá-lo, solicitando uma reparação por danos morais no valor de R$ 40 mil. Além disso, a PGE exige que Vianna faça uma retratação pública nas redes sociais, considerando suas palavras como “afirmações inverídicas” que prejudicam a imagem do governo estadual.
Para embasar o processo, a PGE apresentou dados e documentos que desmentem as alegações de Saullo Vianna. Segundo a Procuradoria, não houve nenhuma aeronave alugada ou sublocada pelo governo estadual no período mencionado pelo deputado. Esses documentos foram anexados ao processo, incluindo informações fornecidas pela Secretaria de Estado da Casa Militar e pela empresa Rico Taxi Aéreo, que confirmam a ausência de voos realizados pelo governo do Amazonas nos dias 3 e 4 de agosto de 2024 no aeroporto de Parintins.
A PGE também esclareceu que todos os pacientes que necessitavam de transporte via UTI aérea foram devidamente atendidos, negando qualquer negligência por parte do governo.
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“Verifica-se que as falas utilizadas pelo requerido são de caráter inverídico e causam descrédito da população nas instituições públicas, maculando a imagem da requerente e motivo pelo qual merecem a devida reparação de danos morais e a obrigação de fazer, consistente no direito de retratação por parte do réu”, afirmou a PGE em documento.
Agora o parlamentar pode defender-se dentro dos prazos legais estipulados no processo.
Veja a ação:Peticao-PGE-AM-1
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