Deputados do Amazonas cobram pavimentação imediata da BR-319 e criticam Lula e Marina Silva
Os parlamentares expressaram insatisfação com o fato de o governo federal não ter autorizado a obra de forma imediata.
- -Foto: Reprodução
Na sessão plenária desta quarta-feira (11/09), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputados estaduais manifestaram fortes críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que visitaram ontem (10) o estado, pela demora na liberação da repavimentação da BR-319, rodovia crucial que conecta Manaus ao restante do país. Os parlamentares expressaram insatisfação com o fato de o governo federal não ter autorizado a obra de forma imediata, alegando que a população do interior do Amazonas, diretamente afetada pela situação precária da rodovia, não foi ouvida no processo de decisão.
As obras na BR-319 estão suspensas desde o fim de julho deste ano, após decisão da Justiça Federal do Amazonas. Em visita ao estado Lula afirmou que o governo federal vai priorizar a entrega “definitiva” da rodovia.
PUBLICIDADE
O deputado Rozenha (PMB) foi um dos principais críticos durante seu discurso na tribuna. Ele expressou frustração com a posição de Lula de priorizar a consulta a cientistas sobre o impacto ambiental da obra, ao invés de ouvir as necessidades dos moradores das regiões que dependem da BR-319.
“Ele [Lula] olha para a ministra Marina Silva e diz: ‘Nós vamos fazer quantas reuniões forem precisas, o tempo que for necessário, vamos ouvir todos os cientistas para que, até o fim do meu mandato, a gente possa começar as obras da BR-319’. E eu não ouvi o Lula dizer: ‘Nós vamos ouvir o povo de Autazes, vamos ouvir o povo de Humaitá, de Lábrea e de Apuí’”, afirmou o parlamentar.
Rozenha destacou a importância de envolver diretamente as populações locais na tomada de decisão, sublinhando que quem melhor entende de preservação ambiental são os próprios amazônidas. Para ele, a falta de uma mobilização efetiva do governo federal em acelerar as autorizações e licenças ambientais para o asfaltamento da rodovia é um desrespeito à população local. “Em nenhum momento ele [Lula] falou que colocaria o melhor corpo jurídico para que essa licença que está cassada possa ser levantada. Ele falou em ouvir cientistas, mas esses cientistas não moram na Amazônia ocidental”, criticou o deputado.
A atuação da ministra Marina Silva, conhecida como inimiga da rodovia, também foi alvo de duras críticas por parte do parlamentar, que acusou a ministra de não demonstrar interesse em apoiar a obra. “A ministra Marina Silva não esconde a sua intenção de cruzar os braços em relação à BR-319”, disparou Rozenha.
Expectativa frustrada
PUBLICIDADE
O deputado Comandante Dan (Podemos) trouxe uma perspectiva levemente otimista ao mencionar que há indícios de avanços em relação à repavimentação da rodovia. Segundo ele, uma possibilidade de pavimentação foi aberta, mas ele advertiu sobre o risco de que isso não passe de promessas em ano eleitoral.
“Ontem ouvimos a boa notícia de que a BR-319 agora parece que vai avançar, mas este ano é um ano político e não quero me enganar com isso”, comentou o deputado, evidenciando a preocupação com o fato de que ações concretas ainda não foram tomadas, mesmo com o anúncio de potenciais progressos.
Críticas ao plano de emergência de Lula
Outro deputado que se destacou na sessão foi Wilker Barreto (Mobiliza), que criticou a falta de medidas de curto prazo para resolver os problemas enfrentados pelas populações que dependem da BR-319 e também a forma como o governo federal tem lidado com a crise de estiagem que afeta a região. Para Barreto, o presidente Lula deveria assumir de maneira mais direta o compromisso com a reconstrução das pontes e da rodovia como um todo.
“Fiquei decepcionado porque a estiagem já machuca o nosso povo. O presidente veio tratar da estiagem com promessas de médio e longo prazo. O interior, nesse momento, precisa de água potável”, afirmou o deputado, sublinhando que ações imediatas são necessárias para aliviar o sofrimento das populações afetadas pela seca.
Barreto sugeriu que, ao invés de esperar por soluções do governo federal ou do Estado, os recursos destinados a medidas de emergência sejam repassados diretamente às prefeituras do interior, que estariam em melhor posição para implementar ações rápidas e eficazes. “Estamos falando do presidente da República; precisamos de ações imediatas e a solução que eu proponho é repassar os recursos para as prefeituras, que têm capacidade de ação imediata, e não para o Estado”, destacou.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






