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El Niño: Governo do Amazonas decreta emergência climática por ameaça de seca severa e queimadas

Medida terá duração inicial de 180 dias e poderá ser prorrogada.

Por Jonas Souza

10/06/2026 às 13:53 - Atualizado em 11/06/2026 às 10:07

Resumo

 O Governo do Amazonas decretou estado de emergência climática e ambiental em todo o estado por 180 dias diante das previsões de seca severa, aumento das queimadas e ondas de calor associadas ao fenômeno El Niño 2026/2027. A medida prevê ações integradas entre órgãos estaduais para monitoramento, prevenção e mitigação dos impactos ambientais, sociais e econômicos.

Notícias do Amazonas  – O Governo do Amazonas decretou estado de emergência climática e ambiental em todo o território amazonense diante das previsões de agravamento da seca, aumento das queimadas e ocorrência de ondas de calor nos próximos meses. A decisão foi oficializada por meio do Decreto nº 54.274, publicado no Diário Oficial do Estado, com validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada.

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A medida considera estudos técnicos e alertas emitidos por órgãos nacionais e internacionais que apontam elevada probabilidade de atuação do fenômeno El Niño entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027. Segundo o governo estadual, o cenário climático pode provocar redução significativa das chuvas, elevação das temperaturas, queda nos níveis dos rios e intensificação dos incêndios florestais em toda a região amazônica.

Governo reforça ações preventivas

De acordo com o decreto, a situação de emergência permitirá ampliar o trabalho integrado entre os órgãos estaduais para fortalecer ações de monitoramento, prevenção, mitigação e resposta rápida aos possíveis impactos ambientais e sociais causados pela estiagem.

Além dos danos ambientais, o governo avalia riscos relacionados ao abastecimento de água, prejuízos à navegação, impactos na produção rural e agravamento de problemas de saúde pública provocados pelo calor excessivo e pela fumaça das queimadas.

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Entre os órgãos que embasaram os estudos estão o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Comitê coordenará ações no estado

O decreto estabelece que o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais será responsável pela articulação entre as secretarias e órgãos estaduais durante o período de emergência. A Defesa Civil do Amazonas ficará encarregada da coordenação técnica das ações de monitoramento hidrológico e meteorológico, além da gestão de riscos e produção de informações estratégicas sobre os cenários climáticos.

Já a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) deverão intensificar as fiscalizações ambientais, ações de orientação técnica e medidas preventivas relacionadas às queimadas e incêndios florestais.

Saúde, segurança e produção rural entram em alerta

O decreto também distribui responsabilidades para diferentes áreas da administração estadual. A Secretaria de Produção Rural (Sepror) deverá reforçar o monitoramento dos setores agropecuário, pesqueiro e aquícola, buscando reduzir impactos provocados pela escassez hídrica. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) ficará responsável pela ampliação das ações de prevenção e combate a incêndios florestais, enquanto a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) coordenará a integração operacional entre os órgãos envolvidos nas medidas emergenciais.

Na área da saúde, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) deverão monitorar os efeitos das condições climáticas sobre a população, principalmente em relação às ondas de calor, piora da qualidade do ar e doenças associadas às mudanças climáticas.

A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM) também deverá desenvolver ações educativas e orientações junto à comunidade escolar para reduzir os impactos das condições climáticas extremas.

Cenário preocupa autoridades

Segundo o governo estadual, a combinação entre seca severa, calor intenso e redução dos níveis dos rios pode aumentar significativamente a pressão sobre os recursos hídricos do Amazonas e provocar reflexos econômicos e sociais em diversas regiões do estado. A expectativa é que as ações preventivas ajudem a reduzir os impactos de uma possível nova crise ambiental semelhante à registrada nos últimos anos, quando municípios amazonenses enfrentaram isolamento, dificuldades de abastecimento e aumento expressivo das queimadas.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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