Empresários da Tumpex usam emenda de R$ 27 milhões para realizar obra sem licitação em rodovia no AM
Os donos da Tumpex também são sócios da Construtora Soma, escolhida pelo Dnit para realizar a obra.
Notícias do Amazonas – Os empresários Mauro Lúcio Mansur da Silva e José Paulo de Azevedo Sodré Neto, estão conduzindo uma obra sem licitação para recuperação da BR-174, rodovia que conecta o Amazonas a Roraima, e recebeu emenda parlamentar do senador Eduardo Braga (MDB) no valor de R$ 27 milhões.
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Os empresários sócios da Construtora Soma, escolhida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) para realizar a obra. A dispensa de licitação foi autorizada pelo DNIT em 28 de dezembro do ano passado, ainda na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Porém, a verba só foi liberada em junho deste ano, por meio de uma emenda de R$27 milhões de Braga. O senador anunciou o repasse ao lado do ministro dos Transportes, Renan Filho.
Prisão
Vale lembrar que os dois também são donos da Tumpex, empresa de coleta de lixo em Manaus, e foram presos em junho deste ano na “Operação Entulho”, da Polícia Federal, que investiga lavagem de dinheiro e sonegação fiscal em contratos dela com a Prefeitura de Manaus. Eles ficaram presos por dois dias e respondem em liberdade após habeas corpus concedido pela desembargadora do do Tribunal Regional Federal de 1ª região, Maria do Carmo Cardoso.
De acordo com o delegado da Polícia Federal, Eduardo Zózimo, coordenador da operação “Entulho”, as empresas emitiram notas fiscais entre 2016 e 2021, no valor total de R$ 245 milhões, com sonegação fiscal estimada em mais de R$ 100 milhões entre tributos federais, desconsiderando-se multa e juros, posto que tais transações acarretaram a geração de créditos indevidos de PIS e Cofins, bem como reduziu as bases de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.
Assédio sexual
Recentemente a Tumpex também esteve envolvido em uma polêmica após vazar vídeos do diretor da empresa, Carlos Seiss, assediando sexualmente funcionárias, incluindo menores de idade, além de manter relações sexuais e filmar os atos. A denúncia foi amplamente divulgada por vários portais.
Inicialmente, a empresa havia apenas afastado o homem, mesmo com vazamento dos vídeos que comprovavam as ações. No entanto, após a pressão da imprensa e da deputada estadual Alessandra Campelo, que destacou o fato na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), a Tumpex decidiu demitir o funcionário envolvido no caso.
Em nota, a empresa declarou que realizou uma apuração interna dos fatos e que, após a conclusão do processo, demitiu por justa causa o empregado envolvido no episódio.
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