Amazonas

Estudantes do IEA transformam produtos descartados em artigos sustentáveis

Brinquedos, máscaras, estátuas e fruteiras foram alguns dos produtos confeccionados pelos alunos. A atividade foi desenvolvida no âmbito do PCE da Fapeam.


Os materiais que antes eram descartados no lixo como garrafas pets, caixas, jornais, entre outros, se tornaram artigos de luxo nas mãos dos estudantes do Instituto de Educação do Amazonas (IEA), localizado no Centro de Manaus. Brinquedos, estátuas, máscaras, são alguns dos produtos confeccionados. A atividade desenvolvida com alunos do ensino fundamental une o conhecimento da disciplina de arte com a conscientização do uso sustentável dos materiais e a percepção dos impactos do lixo no meio ambiente.

O projeto intitulado “A Metamorfose do Lixo em Objetos Artísticos: arte e sustentabilidade” foi desenvolvido com apoio do Governo do Amazonas, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE).

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O trabalho, desenvolvido no segundo semestre de 2016, contou com a participação de seis alunos, entre bolsistas de alfabetização científica e voluntários. A equipe formada por Caroline Rayane, Marechal Filho, Marcella Wolfarth, Marco Ruas, Thiago Santos e Zyon Puga, compreendeu, na prática, as relações existentes entre arte e sustentabilidade a partir da alfabetização científica, com a sensibilização artística e reciclagem de materiais que seriam descartados no lixo.

“Descobrimos que podemos reaproveitar tudo que encontramos jogado no lixo. Eu fiquei muito feliz de ter participado do PCE. O projeto me ensinou que podemos contribuir com iniciativas sustentáveis para um meio ambiente mais limpo”, conta o estudante Marco Ruas.

A ação desenvolvida na escola, recebeu, no ano passado, uma menção honrosa da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) devido relevância do projeto. Os estudantes tiveram também o trabalho aceito no Congresso de Educação Ambiental no Paraná e no Congresso Brasileiro de Educação Ambiental Interdisciplinar, em Juazeiro, na Bahia.

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A cientista júnior, Marcella Wolfart, disse que o projeto foi essencial para obter novos conhecimentos. Segundo a estudante, a atividade fez com que tivesse uma visão ampliada sobre o cenário de poluição e sobre as medidas que se devem tomar para contribuir com ambiente sem lixo e mais sustentável.

“Aprendi coisas que não tinha a mínima ideia que poderiam ser feitas por meio do projeto do PCE. Além disso, hoje sei que, com pequenos atos, podemos ajudar na preservação da natureza. Outro ponto interessante na nossa atividade é que levamos todo esse conhecimento adquirido a outros alunos da escola para que eles tivessem essa noção de quanto o descarte incorreto prejudica a natureza e, principalmente, a todos”, contou a estudante.

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A coordenadora do projeto, Denise Bezerra Rodrigues Gomes, disse que os alunos tinham muita dificuldade em saber o que é educação ambiental e o conceito de sustentabilidade, por isso ela decidiu unir a arte com esse trabalho.

“Tivemos resultados positivos. O projeto aconteceu durante seis meses e foi dividido em cinco etapas que consistiu na leitura e interpretação, sensibilização teórica, coleta de dados e questionários com os alunos sobre o que eles conheciam sobre sustentabilidade. Na quarta fase os alunos trouxeram materiais recolhidos de casa como: garrafas, copos, caixa, jornais, paletes, entre outros. A ideia de criar os produtos surgiu da criatividade de cada um”, destacou a professora.

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Edital PCE

Atenção professores, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) recebe, até as 24h do dia 24 de abril, a submissão de propostas ao Programa Ciência na Escola, edição 2017. As propostas deverão ser apresentadas em formulário on-line específico e enviadas, através do sistema SigFapeam.

O PCE incentiva a aproximação da ciência do ambiente escolar e visa a participação de professores e estudantes, do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e da 1ª à 3ª série do ensino médio, de escolas públicas da rede estadual do Amazonas e municipal de Manaus, em projetos de pesquisa científica e tecnológica, a serem desenvolvidos nas escolas.

O programa contará com um investimento de mais de R$ 2,4 milhões. A estimativa do PCE é de apoiar até 420 projetos, sendo 200 na capital e 220 nos municípios do interior do Amazonas.