Ex-assessor de desembargador do AM diz que está sendo perseguido e pede proteção: “temo pela minha vida”
O homem deixou um recado direto caso algo lhe aconteça.
- Foto: reprodução
Um escândalo que envolve o desembargador Elci Simões e seu ex-assessor, Ricardo de Almeida Campelo, surgiu nesta sexta-feira (21). Campelo divulgou um vídeo dramático em que expressa temor por sua vida e pede proteção às autoridades. A gravação veio a público no mesmo dia em que o corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, determinou o afastamento do magistrado devido a decisões que resultaram em um prejuízo temporário de aproximadamente R$ 150 milhões aos cofres da Eletrobras.
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No vídeo, Ricardo Campelo, que foi preso por suspeita de envolvimento em um esquema de propina, afirma que está sendo perseguido injustamente e teme por sua segurança. “Sou assessor do gabinete do desembargador Elci Simões, também trabalho com o filho dele. E, de hoje em diante, eu temo pela minha vida”, declarou.
Ele também deixou um recado direto caso algo lhe aconteça: “Se acontecer qualquer coisa comigo, se eu for morto ou algo do tipo, a grande responsabilidade é deles. Eu nunca fiz mal a ninguém e estou sendo perseguido por algo que não fiz”. O ex-assessor solicitou proteção da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, para garantir sua integridade.
Além do pedido de proteção, Campelo afirmou estar disposto a colaborar com as investigações e pretende fazer uma delação premiada. Caso concretizada, a colaboração pode revelar detalhes ainda mais comprometedores do suposto esquema de corrupção envolvendo o magistrado.
A reportagem tentou contato com o magistrado mas não obteve sucesso. Fica aberto espaço para manifestação.
Prisão
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Ricardo foi preso na última terça-feira (18), acusado de furto qualificado. A detenção ocorreu em cumprimento a um mandado expedido pela Justiça. A prisão temporária, com duração de cinco dias, foi determinada pela juíza Silvânia Correia Ferreira, da Vara de Garantias Penais e Inquéritos Policiais.
O mandado, datado de 11 de fevereiro, tem como base o artigo 288 do Código Penal, que trata do crime de associação criminosa. O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) manifestou parecer favorável à decretação da prisão do assessor.
Além da prisão, a juíza determinou um mandado de busca e apreensão na residência de Ricardo de Almeida Campelo. As autoridades não divulgaram detalhes sobre os objetos apreendidos ou o possível envolvimento de outras pessoas no caso.
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