Familiares aguardam retirada da lancha Lima de Abreu do Rio Negro e cobram respostas
Guindaste já está no local para iniciar a operação de retirada da embarcação; parentes esperam encontrar vítimas desaparecidas.

FOTO: AM POST
Resumo:
Familiares das vítimas do naufrágio da lancha Lima de Abreu aguardam com expectativa a retirada da embarcação do fundo do Rio Negro. Um guindaste já está no local para iniciar a operação de içamento. Parentes esperam que a retirada da lancha ajude a localizar desaparecidos e esclarecer o acidente.
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Notícias do Amazonas – Familiares das vítimas do naufrágio da lancha Lima de Abreu acompanham com expectativa a operação que deve retirar a embarcação do fundo do Rio Negro. Um guindaste já foi posicionado na área do acidente para realizar o içamento da lancha, que deverá ser colocada sobre uma balsa.
A operação é aguardada pelos parentes das vítimas, que esperam que a retirada da embarcação possa ajudar na localização de pessoas que ainda estão desaparecidas desde o acidente.
Leia também: Lancha que afundou em Manaus começa a ser retirada do fundo do rio quase um mês após o acidente
Esperança de encontrar vítimas
Entre os desaparecidos está Apoliana de Oliveira Almeida, de 37 anos. A cunhada dela, Núbia Lima da Silva, falou sobre a expectativa da família diante da retirada da embarcação.
“A gente espera encontrar pelo menos alguma coisa deles dentro da lancha, se conseguirem tirar ela do fundo do rio. A gente quer uma resposta”, disse.
Segundo familiares, Apoliana teria tomado uma atitude desesperada durante o naufrágio para salvar o filho.
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“Ele disse para ela que não aguentava mais. Então ela tirou o colete dela e disse: ‘Filho, pega o colete e se salva’. Depois disso ele não viu mais a mãe”, relatou a parente.
O filho da vítima tem 17 anos e sobreviveu ao acidente.
Família pede justiça
A família também cobra responsabilização pelo ocorrido e critica o fato de o comandante da embarcação ter sido liberado após pagar fiança.
“Ele passou menos de 24 horas na delegacia, pagou fiança e saiu. Para mim ele tinha que pagar pelas vidas que se perderam ali. Foram vidas”, afirmou a familiar.
De acordo com relatos de sobreviventes, Apoliana teria demonstrado preocupação com a velocidade da lancha pouco antes do acidente.
“Disseram que ela chegou a pedir para o piloto ir mais devagar, porque estava muito rápido”, contou.
Operação de retirada da lancha

Guindaste utilizado para a retirada da lancha. FOTO: Reprodução/ AM POST
Equipes iniciaram os preparativos para retirar a embarcação das profundezas do rio. O trabalho é considerado complexo e deve levar tempo, já que envolve equipamentos pesados e mergulhadores especializados.
A expectativa é que, após ser retirada, a lancha passe por perícia técnica para ajudar a esclarecer as causas do naufrágio.
Enquanto isso, familiares seguem acompanhando a operação de perto e aguardam respostas.
“Se a gente conseguir encontrar ela, pelo menos vai trazer um pouco de tranquilidade para a família”, disse a parente.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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