Festival da Cunhã deve receber quase R$ 4 milhões via Lei Rouanet
Evento terá áreas pagas e pista social com doação de alimentos.
- Foto: Divulgação
Resumo
O Festival da Cunhã 2026, em Manaus, pode captar quase R$ 4 milhões via Lei Rouanet.
Notícias do Amazonas – Idealizado pela ex-BBB e Cunhã-Poranga do Boi Garantido Isabelle Nogueira, o Festival da Cunhã 2026 está autorizado a captar o montante de R$ 3.833.900,00 por meio da Lei Rouanet, mecanismo federal de incentivo à cultura.
De acordo com dados do Portal da Transparência do Governo Federal, cerca de R$ 790 mil já teriam sido captados pela empresa responsável pela organização, a Nosso Show Gestão de Eventos Ltda.
O festival é idealizado pela influenciadora e ex-BBB Isabelle Nogueira, conhecida também como Cunhã-Poranga do Boi Garantido, e terá como uma das atrações principais a cantora Joelma.
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Confira Dados do projeto II Festival da Cunhã
Como funciona a Lei Rouanet
Criada em 1991, a Lei de Incentivo à Cultura permite que empresas financiem projetos culturais e abatam parte do valor investido no Imposto de Renda.
Na prática, o dinheiro não sai diretamente do governo, mas de renúncia fiscal — ou seja, recursos que deixariam de ser arrecadados pela União.
Esse modelo, embora amplamente utilizado, é alvo constante de críticas, especialmente por setores políticos da direita que questionam a forma como os projetos são aprovados e financiados.
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Críticas apontam concentração de recursos
Entre os principais pontos levantados por críticos, especialmente por políticos ligados à direita, está a concentração de recursos em projetos de grande visibilidade ou ligados a nomes já conhecidos. Além disso alegam que o mecanismo é uma “mamata” que beneficia aliados políticos e desvia recursos que poderiam ir para saúde ou educação.
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Nesse contexto, eventos com forte apelo comercial e venda de ingressos, como o Festival da Cunhã, entram no radar de questionamentos.
Para esses críticos, o modelo acaba favorecendo artistas de esquerda, apoiadores de governos progressistas (como o PT), resultando em produções com viés cultural ou político oposto ao conservadorismo.
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Especialmente entre 2019 e 2022, a lei foi alvo de críticas políticas que a associavam à “farra com dinheiro público” e ao favorecimento de artistas de esquerda.
Sobre o festival
Focado na valorização da cultura nortista, o festival funciona como um “aquecimento” para o Festival de Parintins, misturando ritmos regionais, gastronomia e shows nacionais. conta com a participação de trações como Joelma, David Assayag, Patrick Araújo, Júnior Paulain, Marcia Novo, Israel Paulain, George Japa, Banda Ayahuasca, Chora Cachorro, DJ Aya, Os Tucumanus e Matheus Santaella.
Experiência luxuosa
No ano passado Isabelle Nogueira fechou o hotel de selva, Uiara Amazon Resort, em Manaus para receber centenas de influenciadores locais e nacionais, convidados para o festival. Entre os nomes estavam Sarah Andrade, Gkay, Gominho, Blogueirinha, John Drops, Ruivinha de Marte, entre outros.
Conforme pesquisa feita no próprio site do hotel duas diárias para duas pessoas custa mais de R$7 mil.
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- Foto: reprodução
Os convidados especiais do Festival da Cunhã, aproveitaram para viver uma experiência única na Amazônia custeada por Isabelle. Eles foram levados para passeios como nadar com botos. Essa atividade, típica da região, encantou os influencers, que compartilharam cada momento em suas redes sociais.
Após dois dias no hotel de selva os convidados da primeira edição do evento se juntaram a milhares de pessoas para curtir shows na Arena da Amazônia, em Manaus, com atrações como a dupla Maiara & Maraisa, que levantou o público com sucessos do sertanejo.
- Festival da Cunhã lota Arena da Amazônia — Foto: Alcides Netto / Divulgação
Outro lado
A reportagem do Portal AM Post procurou Isabelle Nogueira, para questionar sobre a verba da Lei Rouanet e ela afirmou que o Festival da Cunhã ainda enfrenta dificuldades para captar recursos, destacando que apenas cerca de 20% do valor autorizado foi efetivamente obtido até o momento e que os custos do evento vêm sendo arcados por ela e sua agência Mynd.
A influenciadora explicou que a Lei Rouanet não representa repasse direto de dinheiro público, mas sim um mecanismo que permite que empresas e pessoas físicas destinem parte do imposto de renda a projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura.
Segundo Isabelle, tanto a aprovação quanto a captação são processos complexos, que exigem apresentação direta a patrocinadores, especialmente em regiões como o Norte, onde há menos incentivo. Isabelle também reforçou que a lei tem como objetivo viabilizar iniciativas culturais e criticou a circulação de informações que, segundo ela, distorcem o funcionamento do mecanismo.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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