Folha de S. Paulo compara eleição interna do PT no Amazonas a regime da Coreia do Norte
A publicação destaca o tom irônico ao equiparar a conjuntura do partido com o controle rígido de sistemas da ditadura norte-coreana.
- Foto: reprodução / PT
Notícias do Amazonas – A coluna Painel, da Folha de S.Paulo, fez uma analogia provocativa sobre o PT, comparando sua recente vitória interna — com a eleição de Sinésio Campos como presidente estadual do partido no Amazonas — a acontecimentos do regime norte-coreano.
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O texto aponta que, assim como na Coreia do Norte as escolhas partidárias são definidas “de cima para baixo”, sem espaço para disputa real, o PT no Amazonas teria reproduzido a mesma dinâmica autoritária ao eleger seu líder sem resistência. A publicação destaca o tom irônico ao equiparar a conjuntura interna do partido municipal com o controle rígido de sistemas como o da ditadura norte-coreana.
A comparação foi direcionada ao diretório estadual do PT no Amazonas que consagrou a continuidade do deputado estadual Sinésio Campos ao comando da legenda. O resultado foi contestado pelos fiscais de chapa do segundo colocado, e há suspeitas de irregularidades nas urnas. O segundo colocado, José Ricardo (PT-AM), conseguiu 1.358 votos. Sinésio ganhou com uma vantagem de mais de 5.800 votos.
Campos foi reeleito para a presidência do PT estadual com 100% dos votos em cinco cidades e mais de 99% em outras duas, levantando suspeita de fraudes, segundo o texto. As cidades são: Guajará, Juruá, Maraā, Piauí e Tapauá. A Folha de S. Paulo destaca que esses municípios são pequenos, em que menos de 200 eleitores votaram.
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Dos sete candidatos que concorreram ao cargo de presidência do partido, nenhum deles recebeu votos e nem houve votos brancos ou nulos. Em Manicoré, foram 253 votos para ele, com 1 branco e 1 nulo, ou 99,2% do total.
Houve também maiorias expressivas para o presidente reeleito em Santa Isabel do Rio Negro (95%), Envira (93,6%) e Beruri (88,8%).
Embora o contexto seja um partido democrático, a coluna enfatiza que a falta de dissidência interna e a centralização da decisão assemelham-se — ainda que de forma crítica — ao perfil das escolhas inerentes a regimes fechados.
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